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120211_transportePortugal - Precári@s Inflexíveis - 2a feira :: Metropolitano entrou em greve. A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes (Fectrans) informa que a adesão à greve ronda os 100 por cento, com todos os serviços do Metro Lisboa paralisados entre as 6h30 e as 11h30. Os trabalhadores movem-se contra os cortes salariais devidos à austeridade selectiva imposta pelo Governo.


4a feira :: Carris, Transtejo e STCP entraram em greve. O sindicato da Carris aponta para um adesão na ordem dos 40%. A paragem realizou-se entre as 10 horas e as 14 horas. Os trabalhadores, reunidos em plenários, contestam os cortes salariais definidos pelo Governo. Sobre as habituais diferenças de números de adesão à greve, Manuel Leal, do Sindicato afirma: "Sabemos que o conselho de administração [da Carris] dá um número muito inferior, mas já estamos habituados", referindo que a diferença de valores assenta na fórmula de cálculo. "Enquanto o sindicato considera os trabalhadores que deviam estar a trabalhadores neste período de tempo e aqueles que recolheram, o conselho de administração da Carris considera o universo de trabalhadores". Ainda, sobre os plenários, os trabalhadores "participaram de forma muito activa nos plenários" e foi aprovada uma resolução em que as estruturas sindicais são mandatadas para dar continuidade aos protestos "com novas formas de luta" que não passarão pela greve, serão manifestações e acções de rua.

A greve dos trabalhadores da Transtejo paralisou hoje entre as 06h00 e as 09h30 as ligações fluviais entre as duas margens do Tejo. O Sindicato dos Transportes e Comunicações registou uma adesão "entre 92 e 98 por cento" ao primeiro período de greve dos trabalhadores da Transtejo. Em declarações à agência Lusa, José Augusto Oliveira, porta-voz do Sindicato dos Transportes e Comunicações, destacou, "para além da adesão dos trabalhadores", a "compreensão dos utentes". "Embora estando a ser prejudicados, os utentes mostraram-se solidários [com os trabalhadores e com] uma luta que também é deles", afirmou. Os trabalhadores, acrescentou, "estão a lutar também pela defesa do transporte público". Os trabalhadores da Transtejo fizeram três horas de greve no início de cada turno em protesto contra os cortes salariais.

Na STCP a adesão à greve foi de 85% segundo Sindicato.

5a feira :: CTT, CP, CP Carga, REFER e EMEF entram em greve. Forte adesão do setor ferroviário à greve levou a que a actividade fosse «fortemente perturbada» segundo a Fectrans. A CP registou 90 por cento de adesão e a EMEF perto de 100 por cento. A Federação Sindical dos Transportes e Comunicações (Fectrans) revela em nota que a adesão na REFER foi «um pouco inferior» à da CP e EMER mas teve como consequência «a paralisação de todo o transporte de mercadorias e de passageiros entre as 22:00 de ontem e as 05:00 de hoje». A partir dessa hora, a CP «procurou realizar circulações a que designava de serviços mínimos», mas, diz a FECTRANS, «não conseguiu esses objetivos» pois os comboios em funcionamento nesse período «ficaram muito aquém dos anunciados».

Nos CTT, os números da adesão à greve parcial no primeiro dia foram de 50%. Segundo o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e das Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, nas cidades de Lisboa e do Porto a adesão rondou os 50%no tratamento e distribuição. "É uma greve parcial, por isso as estações estão abertas e o serviço urgente é distribuído, pode é haver atrasos no correio normal", disse, manifestando-se "satisfeito com a resposta dada" pelos trabalhadores.

6a feira :: CTT continuam a greve parcial e a eles se juntam a Soflusa (barco Barreiro/Lisboa - 2h por turno), Rodoviária de Entre Douro e Minho (Braga) e Rodoviária da Beira Interior (Coimbra). Os trabalhadores das empresas privadas de transporte de passageiros aderiram à paralisação e contestam o congelamento dos salários e o bloqueio da contratação coletiva.

Foto: Enbuscade


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