O governo do partido socialista acolhe no nosso país, com pompa e circunstância, e com direito a jantares pagos pelos contribuintes, o político cujas opiniões são consideradas como de “linha dura” mesmo para os padrões israelitas.
O ex-segurança de discoteca nascido na Moldávia, que imigrou para Israel há 31 anos, é amplamente conhecido pelas suas declarações xenófobas, instigadoras de ódio e violência, e por ser o defensor mais convicto da causa dos colonos.
Liberman é o autor, entre outras, da proposta que visa exigir aos israelitas que prestem juramento de lealdade a Israel como um Estado judeu, e que prevê que lhes seja retirada a cidadania caso os mesmos não aceitem estas condições. Na campanha promovida por este líder da extrema-direita, com o slogan "sem lealdade, não há cidadania", é feita a apologia a um Estado que não é apenas judaico na natureza, mas também judaico na composição, e é defendido o conceito de "transferência de população" - aquele em que todos os palestinianos, ou mesmo todos os não-judeus, são expulsos da Cisjordânia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel é também sobejamente conhecido pelas suas declarações. Avigdor Liberman chegou a sugerir que os deputados árabes do parlamento israelita fossem julgados por traição e executados, assim como defendeu que os prisioneiros palestinianos deveriam ser enviados para o Mar Morto e afogados.
Liberman encara a “reivindicação de um Estado palestino e o direito dos refugiados de retorno” como “uma desculpa para a tentativa do Islão radical destruir o Estado de Israel."
Comité de Solidariedade repudia visita de Avigdor Lieberman
Em comunicado de imprensa, o Comité de Solidariedade repudiou a visita de Avigdor Lieberman, defendendo que “está a ser recebido em Lisboa um criminoso da guerra suja da Mossad e um falsário internacional de grande calibre” e defende que “raia a provocação que o Governo de Portugal e, nomeadamente, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal recebam esta visita depois de o Estado português ter condenado os crimes de guerra israelitas contra a Faixa de Gaza por ocasião da votação do relatório Goldstone e sabendo-se que Israel prossegue a sua política colonialista de apartheid e de ocupação da Palestina”.
Bloco propõe reconhecimento do Estado da Palestina
No mesmo dia em que o primeiro-ministro português recebe o líder do partido de extrema-direita israelita, o Bloco apresenta o seu projecto de resolução em que é recomendado ao governo que reconheça o Estado Palestiniano nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias de 1967.


