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261210_metro_mondego_1Portugal - Esquerda - Utentes protestam contra suspensão das obras do Metro Mondego. Populações de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã aguardam há 14 anos por esta linha. OE'2011 estipula extinção da Sociedade Metro Mondego (MM) e sua integração na Refer.


Uma comissão de utentes dos concelhos de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra anunciou que "antes do final do ano" irá "realizar uma acção que coloque em causa a ligação Porto-Lisboa, de forma ordeira mas que condicione o trânsito".

As populações reivindicam o cumprimento de um compromisso assumido há 14 anos, e que tem vindo a ser adiado sucessivamente, tendo agora sido posto em causa pelas medidas apresentadas no Programa de Estabilidade e Crescimento e no Orçamento do Estado para 2011, que estipula a extinção da Sociedade Metro Mondego (MM) e a sua integração na Refer.

A extinção do MM chegou a motivar a demissão de Álvaro Maia Seco, presidente da Metro Mondego e vereador na Câmara de Coimbra eleito pelo Partido Socialista, que criticou duramente a decisão do Governo socialista e alertou para o facto do projecto estar ferido de morte". Álvaro Seco afirmou considerar que a Refer "não tem nenhuma vocação para implementar e muito menos gerir um sistema deste tipo".

A sociedade Metro Mondego, criada em 1996, é constituída pelos accionistas Estado (53%), municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo (14% cada), REFER e CP (2,5% cada). No início deste ano, as obras arrancaram no ramal da Lousã, entre Serpins e Alto de São João (Coimbra), com duas empreitadas superiores a 50 milhões de euros, no entanto, as obras foram suspensas.

A promessa da criação do Metro do Mondego, que visava criar "um modo ecológico, moderno, confortável e seguro com uma adequada oferta de serviço" tendo em vista a promoção da mobilidade da população está agora fortemente ameaçada.


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