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021112 ptPortugal - O Diário - A fuga dos deputados do PSD e CDS após a aprovação às três pancadas do OE 2013 na generalidade é mais do que um episódio caricato da actual confrontação que começa a opor o país inteiro aos lacaios nacionais da troika estrangeira.


Gente que há um ano se afirmava apoiada "em mais de 80% do eleitorado" não pode hoje sair à rua sem que seja enxovalhada pela justa indignação popular.

Que isto aconteça com o governo e o próprio PR, já sucedera em ocasiões anteriores. Que tenha sido assumido pelos deputados da maioria na Assembleia da República constitui um dado novo na situação política. Porque estes deputados fugiram, em última análise, de muitos dos portugueses que os elegeram. Portugueses cuja vida estão apostados em tornar num inferno, às ordens do grande capital transnacional.
A concentração convocada pela CGTP teve uma imponente dimensão de massas, nomeadamente no que diz respeito à presença de trabalhadores da Administração Pública, alvo prioritário das troikas nacional e estrangeira. Os meios de comunicação social deram incomparavelmente menos espaço a essa grande concentração de trabalhadores do que à actuação provocatória de pequenos grupos que no final da tarde tentaram entrar em confronto com as forças de segurança. Os objectivos que pretendem alcançar com tal promoção são conhecidos e transparentes. Trata-se de confundir nessa imagem o protesto e a acção organizada de massas com a actuação de pequenos grupos ou desesperados ou abertamente provocatórios e, dessa forma, tentar fazer recuar a adesão de mais largas camadas daqueles que vêm sendo atingidos pelo brutal saque que este OE consagra e agrava.

Estes deputados em fuga são o apoio de um governo que se tornou ilegítimo desde que apostado em levar cabo uma política de autêntica traição nacional, agora confirmada com as notícias de que vem negociando com o FMI a inteira subversão do Estado tal como a Constituição da República o configura.

É urgente pôr termo a este governo e a esta política. Está nas mãos dos trabalhadores e do povo português alcançar quanto antes um tal objectivo, nomeadamente com o grande passo nesse sentido que será a Greve Geral de 14 de Novembro. Greve e luta do mundo do trabalho e das populações, solidariedade de todo o povo, unidade dos democratas e patriotas: eis o caminho que, mais cedo do que tarde, correrá de vez com esta gente cuja fuga já começou.

Os Editores de odiario.info

Foto: Luís Nunes.


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