Segundo uma lei indiana que visa proteger grupos isolados contra a influência externa e doenças, é proibido fotografar ou entrar em contato com integrantes de tribos protegidas. O ministro indiano de assuntos indígenas, V. Kishore Chandra Deo, declarou que é algo "deplorável". Ele prometeu proibir esse tipo de turismo.
A Survival International criticou os turistas que apreciam o que chamou de "zoológicos humanos". "Os Jarawa não são animais de circo que dançam sob ordens", declarou Stephen Corry, diretor da organização de defesa de direitos de povos indígenas. O grupo Jarawa é composto por apenas 403 pessoas, que vivem numa reserva florestal no sul das ilhas Andaman, que ficam na Baía de Bengala.
As ordens do vídeo teriam vindo de um policial. Mas a polícia local afirma que as imagens são velhas, feitas provavelmente há seis ou sete anos. Um responsável garante que as índigenas hoje andam vestidas em público. A polícia abriu um investigação para identificar o autor das imagens e quem teria dado os comandos às mulheres.
Um antropologista indiano entrevistado pela France Presse também questiona a atualidade das imagens. A proteção a esse tipo de tribo aumentou muito após o tsunami de 2004 que atingiu a região, afirmou o especialista. Mas em junho do ano passado, a Survival International acusou oito agências de viagens da Índia de promover 'safáris humanos' para explorar os Jarawa.
