De acordo com a imprensa local, na sequência das operações policiais em 18 províncias, 30 pessoas foram detidas para identificação em Ancara, capital da Turquia, e outras 13 em Eskisehir, a Noroeste do país.
As instalações do jornal Atilim e da agência de notícias Etkin também foram revistadas pela polícia turca. Os meios de comunicação são apontados como próximos do Partido Socialista.
Os protestos começaram há três semanas contra a reforma da Praça Taksim Gezi, em Istambul, para a construção de um centro comercial e se espalhou por dezenas de outras cidades do país. A mobilização também reclama do autoritarismo do governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Os confrontos na praça Taksim têm sido marcados pela forte repressão policial. Desde o início dos protestos, pelo menos, quatro pessoas morreram e mais de 5 mil ficaram feridas, além de cerca de 600 detenções.
Na última segunda-feira (17), o governo turco chegou a afirmar que pode utilizar as Forças Armadas, se a atuação da polícia não for suficiente para por fim aos protestos. No mesmo dia, os dois maiores sindicatos de trabalhadores do país haviam convocado uma greve geral.
