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iraqueIraque - Vermelho - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki (foto), declarou neste sábado (27) que o conflito religioso em seu país, que deixou cerca de 200 mortos e uns 300 feridos nesta semana, começou no exterior.


A referência é uma clara alusão à crise na Síria, onde membros de grupos integrados por muçulmanos sunitas armados desde o exterior e com integrantes estrangeiros tratam de derrocar pela força o presidente Bashar al Assad, islâmico alauíta, um ramo do xiísmo.

O sectarismo é mau e não precisa de visto para passar de um país a outro. Por trás dos ataques há dinheiro e planos, disse o chefe de governo, que a meados desta semana advertiu que o Iraque se encontra à beira de uma guerra por motivos sectários, da qual "todos as partes em conflito sairão perdedoras".

Tropas iraquianas retomaram o controle da cidade de Suleiman Bek, no norte do país, que tinha caído em mãos de homens armados de grupos sunitas em resposta ao ataque na terça-feira (23) de soldados e policiais contra um acampamento de protesto sunita na cidade de Hawiya, na província de Kirkuk.

Os sunitas acusam Al Maliki de discriminá-los e deixá-los à margem da vida política.

As declarações do chefe de governo seguiram a uma jornada de violência hoje durante a qual cinco membros dos corpos de segurança foram mortos a tiros por desconhecidos nos arredores desta capital e um igual número de integrantes da milícia Sahwa (Acordar, em árabe) ficaram feridos.

O chefe dos milicianos, Wissam al Hardan, demandou a entrega dos autores dos atentados e ameaçou aplicar os procedimentos requeridos e fazer "o que foi feito em 2006", em referência aos mortos pelos ataques intercomunidades, em 2006.

Al Sahwa é uma milícia armada pró-governamental integrada por ex-membros da rede Al Qaeda que mudaram lealdades após serem capturados no apogeu da ocupação militar estadunidense iniciada em 2003, com o pretexto de encontrar armas de destruição em massa que nunca apareceram.

Desde então o país árabe está mergulhado em um torque de violência que tem cobrado dezenas de milhares de vidas, centenas de milhares de feridos e uma quantidade superior de deslocados, bem como a erupção de conflitos étnicos, religiosos e regionais.

Com informações da Prensa Latina.


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