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andaluziaEstado espanhol - PCO - Marcha operária percorre 300 quilômetros na Andaluzia que culmina em manifestação com 15 mil trabalhadores. Dois milhões de pessoas se manifestam em Barcelona pela independência


Conforme a crise capitalista tem se aprofundado na Espanha, os ataques da burguesia contra os trabalhadores têm aumentado, enquanto o País fica, cada vez mais, sob a bota do imperialismo alemão.

O enorme grau de descontentamento levou à realização de uma greve geral em março deste ano, apenas 100 dias após o governo direitista de Mariano Rajoy ter assumido, que foi convocada pelas principais centrais sindicais e organizações sociais e que contou com a participação de centenas de milhares de manifestantes em toda Espanha. A burocracia sindical, controlada principalmente pelo PSOE, tem feito o impossível para conter os protestos das massas trabalhadoras.

A greve dos mineiros do carvão de Astúrias, León e a Galiza durou várias semanas, enfrentou a polícia em várias ocasiões e chegou a protagonizar uma marcha de mais de 400 quilômetros, que chegou em Madri no dia 10 de julho, e culminou numa enorme manifestação. Sob este impulso, novos protestos começaram a acontecer na capital do País praticamente todos os dias e mais uma enorme manifestação contra os pacotes de austeridade do governo reuniu milhares de manifestantes no dia 19 de julho.

A retomada das mobilizações dos trabalhadores

Aproximadamente 15 mil trabalhadores andaluzes protagonizaram uma marcha de 300 quilômetros, que começou no dia 16 de agosto e ficou conhecida como "Andalucía en Pie – Marcha Obrera".

A comunidade autônoma de Andalucía enfrenta um percentual de desemprego de 34%, o pior da Espanha.

O repúdio ao regime ficou patente alguns dias antes do início da marcha quando membros do SAT realizaram um confisco de alimentos num supermercado que foram entregues a pessoas necessitadas. O protesto se estendeu contra o aumento da repressão à população pobre por meio do endurecimento das leis. Os participantes na ação foram processados por roubo e se tornaram vítimas de uma intensa campanha por parte da imprensa direitista. Na Espanha, quem for pego recolhendo alimentos do lixo pode ser preso.

Esta mobilização, organizada pelo SAT (Sindicato Andaluz de Trabalhadores), representa a continuidade da luta dos mineiros. Trata-se de um importante protesto contra o regime burguês.

Durante 23 dias, os manifestantes protestaram contra os planos de austeridade com palavras de ordem como Contra o desemprego! Viva a luta da classe operária! Que os capitalistas paguem a crise!

Logo no início, a marcha contou com 700 pessoas que enfrentaram temperaturas superiores aos 40o. A alimentação durante a marcha foi provida pela solidariedade da população.

No dia 21 de agosto, os manifestantes ocuparam o Palácio de Moratalla, pertencente à Duquesa Maria de la Glória de Orleans-Braganza, prima do rei Juan Carlos, durante uma noite.

Apesar da polícia ter evitado o confronto com os manifestantes, foi montando um enorme aparato para evitar as invasões dos principais comércios e dos edifícios públicos nas cidades por onde a marcha passou.

No último trecho da marcha, em torno de 1.000 manifestantes saíram da cidade de Málaga em direção a Sevilha, a capital de Andaluzia.

Na cidade Dos Hermanas, nas imediações de Sevilha, foi ocupado um supermercado, de capital alemão, em protesto contra a visita de Angela Merkel ao País.

O comício final foi realizado, no dia 2 de setembro, em frente à sede do governo regional, localizada na Plaza de España. Participaram mais de 15 mil pessoas. Novas palavras de ordem ecoaram: Reforma agrária já! Temos a solução, banqueiros na prisão! Contra os cortes, Greve geral!

O fortalecimento dos movimentos nacionalistas

O aprofundamento da crise capitalista está provocando a desagregação do reacionário Reino Espanhol. No dia 11 de setembro, aconteceu a maior manifestação independentista da história da Catalunha, em Barcelona, com aproximadamente dois milhões de manifestantes.

O detonador da manifestação foi o pedido de resgate do governo da comunidade, por € 5 bilhões, e o acúmulo de uma dívida pública de € 40 bilhões, a maior do Reino Espanhol.

De acordo com o governo regional, o déficit anual relacionado com os impostos que recebe de volta estaria, hoje, em torno a € 8 bilhões anuais.

O governo central tem aumentado as pressões sobre as comunidades autônomas devido às imposições do imperialismo alemão que busca fortalecer o controle sobre o País para aumentar o saque parasitário, em cima da especulação financeira, por causa da queda das exportações, o motor da economia alemã.


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