"Um dia sem os 99%", diz o cartaz de convocação do ato, em castelhano, lembrando o lema dos movimentos iniciados no ano passado em Nova York, resumindo a ideia de que 99% trabalham para sustentar os lucros de 1% que se beneficiam do sistema financeiro e especulativo.
Em Nova York, os manifestantes vão se reunir ao meio-dia do 1º de Maio com a proposta de "não trabalhar", "não comprar", "não trabalhar em casa" e "não ir à escola". Os integrantes de várias associações pretendem aproveitar a data para promover a sindicalização de trabalhadores. Apenas 7% dos norte-americanos são filiados a sindicatos, e a crise econômica deixou as categorias desprotegidas quanto a cortes de quadros e de direitos.
"Dada a incapacidade do Congresso e de suas duas casas, da Casa Branca e do sistema corrupto político dos Estados Unidos, nós propomos no 1º de Maio transformar nossas variadas formas de organização de luta em um centro de poder popular, consistindo na união, na força social", propõe a convocação do ato.
"Se você é membro de um sindicato, pode declarar-se oficialmente em greve. Mas se não é, fique doente ou tire férias", recomendam os ativistas. O Dia do Trabalho é "perfeito para protestar contra a corrupção do mercado global, que aumentou o desemprego, os baixos salários, elevou os impostos e o empobrecimento do 99% da população, que não conta com a maior parte dos recursos mundiais".
A indignação dos cidadãos veio aumentando desde 2008, quando os bancos receberam US$ 17 trilhões como socorro contra a crise, ao passo que nas comunidades negras e de imigrantes houve uma perda média de renda de 60%.
Segundo o Ocupe Wall Street, a decisão de fazer uma greve mundial já conta com o apoio de entidades em Londres, no Reino Unido, Melbourne e Sidney, na Austrália, Ottawa e Toronto, no Canadá, e Seul, na Coreia do Sul.
Com informações da TeleSur