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tea party bellEstados Unidos - PCO - O programa do Partido Republicano aprovado em convenção nacional é considerado a “Plataforma mais retrógrada da história moderna”.


A lei que neste mês provocou a morte de uma jovem na República Dominicana é o projeto ideal de legislação anti-aborto dos setores conservadores em todo o mundo.

Nos EUA o Partido Republicano pretende aprovar sua plataforma eleitoral que expressa “a alma do partido republicano”.

Entre as medidas reacionárias que mais chamam atenção está justamente a que propõe uma emenda constitucional para proibir o aborto, sem exceções. Nem mesmo para estupro, ou quando houver risco para a vida da mulher.

O tema ganhou destaque depois que o candidato ao senado pelo estado de Missouri, Tood Akin, declarou-se contra o aborto mesmo em casos de estupro.

Não apenas isso. Para defender seu dogma religioso declarou que mulheres vítimas de estupro não engravidam.

Segundo ele, existe um mecanismo natural no corpo da mulher que evita a gravidez em casos de “estupro legítimo”, ou seja, de verdadeira violência sexual.

A declaração teve resposta imediata. Não apenas do candidato democrata à reeleição presidencial, Barack Obama, que aproveitou a ocasião para tentar apresentar-se como um legítimo defensor das mulheres, o que está longe de ser verdade.

Até mesmo candidatos republicanos procuraram se afastar de Akin e sua declaração repulsiva. Acontece que essa não é uma posição isolada, de um maluco de extrema-direita que se candidatou ao senado. Longe disso.

A extrema direita norte-americana

Akin é deputado pelo partido e integra importantes Comissões no Congresso. Sua opinião, mais correto seria dizer dogma, está expressa na plataforma eleitoral do Partido Republicano. Akin talvez tenha sido apenas descuidado em falar tão abertamente sobre o assunto.

Além disso, o candidato a vice-presidente Paul Ryan, em 2010 já havia dito ser a favor da criminalização da interrupção da gravidez independentemente das circunstâncias. Para os defensores dos direitos das mulheres ele teria dito: "Vocês não terão trégua".

É importante ter claro que essa é uma posição de extrema-direita, obscurantista, reacionária e de desprezo com relação à mulher. E não tem a ver com a propaganda de “defesa da vida” que tenta esconder esse fato.

O caso recente de uma jovem da Republica Dominicana não deixa dúvida e precisa ser lembrando. Ela morreu porque precisava de uma quimioterapia que os médicos se recusaram a realizar porque aborto é crime no País e o tratamento conduziria a isso.

A lei que os Tea Party querem aprovar nos EUA é a mesma que resultou na morte dessa jovem. A proibição do aborto através da Constituição.

O programa nacional dos Republicanos ainda prevê outras medidas já que estão sendo levadas adiante em estados onde os republicanos são maioria: a mulher deverá passar por procedimentos torturantes a fim de convencê-la a desistir do aborto, como o ultrassom; proibição de mulheres soldados em áreas de combate; considera uma “abominação” o casamento gay e condena qualquer reconhecimento legal ou direitos civis para casais homossexuais; amplia a perseguição a imigrantes; proíbe a criação de impostos a não se para a guerra e segurança nacional; condena o financiamento público da saúde, entre outras.


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