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petroUcrânia - Diário Liberdade - [Alejandro Acosta] O FMI (Fundo Monetário Internacional) “emprestou” ao governo da Ucrânia US$ 1,7 bilhão nesta semana, como parte do empréstimo de US$ 17,5 bilhões aprovado em março. Dessa maneira, o país continuará na “comunidade internacional”, ou seja, no esquema de repasse espúrio de recursos para os bancos.


Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia. Foto: Kathrin Möbius | Wikimedia Commons

A dívida deverá ser restruturada, apesar das contradições com um dos principais credores, a Rússia, com quem a Ucrânia detém uma enorme dívida relacionada com os suprimentos de gás. US$ 3 bilhões de títulos da dívida, detidos pelo governo da Rússia, vencem em dezembro e, dificilmente, conseguirão ser cobertos com os recursos do FMI.

As políticas do governo golpista de Kiev têm sido objeto de elogios por parte dos órgãos imperialistas como o FMI e o Banco Mundial. A restruturação da dívida pública foi orquestrada pela ministra de Finança, uma norte-americana que se mudou para a Ucrânia e obteve a cidadania uns dias depois do golpe contra o governo eleito de Viktor Ianukóvich. Somente os fundos especulativos do FTI (Franklin Templeton Investments), TCW, BTG Pactual Europe e T. Rowe Price somam mais de US$ 9 bilhões.

A dívida pública ucraniana quase duplicou, em relação ao PIB, entre 2013 e 2014. A inflação e o desemprego dispararam. Os preços da energia não param de subir, conforme a Rússia tem cortado os suprimentos e a Gazprom estabeleceu um limite para o ano de 2018 deixar de bombear gás para a Europa por meio da Ucrânia.

A suposta má administração da Grécia e até da Ucrânia passa pela disparada do parasitismo financeiro dos monopólios. Dos malabarismos financeiros realizados pelo banco norte-americano Goldman Sachs na Grécia à participação aberta no golpe de estado na Ucrânia, como foi reconhecido explicitamente, há pouco tempo, pelo mega especulador George Soros.

A difícil desescalada dos conflitos no leste da Ucrânia

A Administração Obama tenta desescalar o conflito na Ucrânia com o objetivo de fortalecer a frente única que permita conter a desestabilização do Oriente Médio.

Os russos têm buscado evitar confrontos abertos entre os milicianos do Donbass e o exército golpista. O governo de Poroshenko tem enfrentado à bala as milícias neonazistas do Setor de Direitas (Pravy Sektor) e tem conseguido enquadrar o Batalhão Azov.

Os conflitos esporádicos nunca pararam, apesar da artilharia pesada ter sido retirada para 50 quilômetros do front. A OTAN colocou em pé as chamadas Forças de Unidades de Integração em vários países da Europa Oriental sob a pressão da direita que governa a Polônia e a Lituânia. O governo russo busca repetir a estratégia aplicada na Transnístria e na Geórgia. Pequenas regiões, mas fortemente armadas, localizadas na fronteira com a Rússia, impedem que esses países entrem na OTAN e criam entraves para a atuação da União Europeia.

O objetivo do governo russo na Ucrânia é a convocação de eleições gerais que levem a instauração de uma nova república com ampla autonomia, e direito de veto, para o Donbass. Algo similar ao status anterior da Crimeia.

O conflito no Donbass, junto com a perda da Crimeia, faz parte do sangramento econômico da Ucrânia. Mas, outro componente fundamental tem sido a entrega das principais riquezas do país, principalmente na agricultura aos monopólios que estão aplicando uma política altamente depredadora.

Os acordos de Minsk 2, assinados em fevereiro, não têm saído do papel. O governo central tenta impor o desarmamento do Donbass e limitar a autonomia. Para a Rússia isso representa o avanço em direção à linha vermelha que conduz à incorporação da Ucrânia à OTAN, colocando em risco a própria existência da Federação Russa.

As sanções que os Estados Unidos aumentaram contra a Rússia, e que a Europa estendeu até o final do ano, representam outro ponto de conflito. As relações com a Europa tendem a ser estabilizadas por meio do acordo entre a União Europeia e a União Euroasiática, que permitiria ultrapassar a pressão da direita europeia e, ao mesmo tempo, avançar na direção do Novo Caminho da Seda chinês.


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