Esta situação é mais grave agora que em 2002 quando tomou posse o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e inclusive pior que durante a crise da década dos anos 80.
A população que vive em refúgios aumentou em 61 por cento desde que dito servidor público ocupou a prefeitura, devido ao incremento das famílias que perderam suas moradias por dificuldades financeiras a partir de 2008.
A alta destas cifras contradiz as afirmações de que a cidade de Nova Iorque se converte de maneira sustentada em um lugar melhor para viver e que o Governo local ajuda com mais recursos e eficiência atualmente a seus cidadãos a enfrentar suas necessidades básicas, agrega o jornal.
Alguns prefeitos anteriores enfrentaram o problema com a ajuda de programas federais, que permitiam a famílias em refúgios render apartamentos de propriedade pública, e assim o fez Bloomberg, mas os subsídios terminaram abruptamente em 2011, e os afetados começaram a regressar aos albergues.
Mais de uma centena de organizações comunitárias nova-iorquinas criaram uma coalizão em abril passado para chamar a atenção sobre esta crise, reclamar a restauração dos subsídios para as rendas de apartamentos econômicos e proporcionar serviços legais às famílias expulsas de seus lares por falta de pagamentos.
O jornal destaca o contraste entre os bairros de pessoas endinheiradas e os setores do sul do Bronx e outros lugares da cidade onde dezenas de milhares de moradores vivem fora da vista e da mente dos mais favorecidos.
O editorial do The Times aponta que Bloomberg ficará só seis meses em em seu posto depois de 12 anos à frente do Governo da cidade, pelo que esta crise terá que ser resolvida por quem o substitua no cargo.
As eleições para a prefeitura de Nova Iorque estão previstas para novembro de 2013, e segundo as leis Bloomberg não pode aspirar a um quarto mandato.
