A medida de força, terceira que se realiza desde o início do novo ano letivo em 25 de fevereiro passado, é em rejeição à oferta de aumento salarial de 18,6 por cento feita pelo governo bonaerense, administrado por Daniel Scioli.
Dizem que não há fundos na província, reclamou ontem o secretário-geral do Sindicato Único de Trabalhadores da Educação (Suteba), Roberto Baradel, quem acusou à administração de Scioli de pretender levar o conflito a um ponto de tensão onde o governo possa se vitimar. "Falta dinheiro para medicamentos oncológicos, mas há para pôr um stand milionário em uma feira; não há dinheiro para a manutenção das escolas, mas há para mega shows; também não há para os refeitórios, mas sim para publicidade", destacou o líder sindical citado pela agência de notícias Telam.
Os professores bonaerenses pedem um aumento salarial de 30 por cento, mas em sua primeira proposta a administração provincial prometeu 17,8 por cento dividido em três parcelas, que agora elevou para 18,6 por cento em duas vezes.
O aumento sugerido pelo governo "está abaixo do custo de vida e isso tem um só nome: recorte salarial", enfatizou então o próprio Baradel.
Desde que começaram as greves, o ministro argentino de Educação, Alberto Sileoni, lamentou as medidas de força e manifestou sua esperança em que esta situação se acomode nos primeiros dias do novo ano acadêmico.
"Deve ter outra estratégia diferente da greve", estimou o titular da pasta educacional, quem considerou que "algum dia deveríamos discutir por que um setor está em permanente conflito quando é um dos que mais tem melhorado o salário".
Afirmou também que nenhuma das 45 mil escolas do país e nem um sequer dos 960 mil professores dependem do Ministério de Educação. Esta pasta -esclareceu- não tem a competência nem a responsabilidade de definir o salário, senão que isto é feito pelos 110 sindicatos educativos com as 24 administrações provinciais.
