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101012 europaUnião Europeia - PCO - Enormes manifestações no Estado espanhol, Portugal e Grécia se estendem para a França, Itália e a Alemanha.


A partir do segundo trimestre deste ano, as massas trabalhadoras de vários países europeus começaram a colocar-se em movimento com mais intensidade, deslocando-se, cada vez mais, na direção do centro do capitalismo mundial.

Na Europa, as grandes manifestações, que, nos últimos anos, têm sido muito frequentes na Grécia, passaram a acontecer com muita força e continuidade em Portugal e, particularmente, na Espanha.

O Estado espanhol se colocou no centro da crise capitalista mundial, com um potencial de estrago enorme devido a que se trata da quarta economia da Europa, é irresgatável e as principais potências imperialistas estão fortemente contaminadas com os títulos públicos e privados espanhóis. Após as combativas greves dos mineiros do carvão de Astúrias, Leão e Galiza em junho, aconteceu o ascenso dos trabalhadores de Andalucía, que culminou numa marcha de 350 quilômetros até a capital da comunidade, Sevilha, que reuniu mais de 15 mil pessoas.

No dia 15 de setembro, aconteceram enormes protestos nas principais cidades do País. Na semana passada, uma marcha, convocada pelos chamados indignados, reuniu dezenas de milhares de pessoas em Madri e em outras cidades e, após ter sido violentamente reprimida pela polícia, levou a mais duas enormes manifestações, na mesma semana. A burocracia sindical foi empurrada pelo gigantesco descontentamento e convocou mais um protesto, no dia 6 de outubro, que contou com grande adesão, e aumentou em grande medida as pressões pela greve geral.

Em Portugal, enormes protestos quebraram o propagandeado "pacifismo" da população e colocaram em crise a adoção das medidas impostas pelo FMI e a UE. Uma nova greve geral foi convocada para o dia 14 de novembro que poderá coincidir com a greve geral espanhola.

Nos últimos dias, os estudantes italianos protagonizaram enormes protestos, nas principais cidades do País, contra o governo do "tecnocrata" Mario Monti, com vários enfrentamentos com a polícia.

Em Paris, mais de 100 mil pessoas se manifestaram contra os planos de austeridade de Hollande.

Até na Alemanha, aconteceram protestos, nas principais cidades, contra as políticas do governo Merkel.

As massas europeias estão se colocando em movimento. A tendência deverá se acelerar, pois a perspectiva da crise capitalista é se aprofundar e o aumento dos ataques contra os trabalhadores são inevitáveis.


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