A mais nova exigência do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia para o governo grego é instituir o final de semana de um dia para os trabalhadores gregos.
Segundo um e-mail enviado para o governo grego e que foi publicado pela imprensa grega, estes organismos imperialistas querem aprofundar os ataques aos trabalhadores e à população grega por meio de mais arrojo e maior exploração.
As propostas descritas no e-mail divulgado vão esfolar ainda mais os trabalhadores gregos. Entre as medidas está a diminuição dos finais de semana de dois para um dia. Juntamente com esta proposta está o aumento da jornada de trabalho semanal que vai de cinco para seis dias, de segunda a sábado. E ainda há o aumento da jornada diária de trabalho. Os vampiros capitalistas querem diminuir o descanso diário dos trabalhadores gregos. O intervalo proposto entre uma jornada e outra seria de 11 horas o que implicaria numa carga horária de 13 horas de trabalho, um total absurdo.
O FMI ainda quer estabelecer um salário mínimo fixo e mais redução de direitos sociais e trabalhistas.
Estas propostas configuram praticamente a volta da escravidão, onde os trabalhadores vão ser tratados como verdadeiros escravos. Tudo é apresentado como necessário para a recuperação econômica grega que depois de inúmeras medidas que provocaram um desemprego de mais de 20% da população economicamente ativa e protestos por todo o País, nunca chega.
A recessão grega não tem fim e a promessa de recuperação econômica é uma fraude que está sendo implantada em toda a zona do euro.
O objetivo do FMI e dos demais órgãos imperialistas é continuar transferindo dinheiro público para os bancos e especuladores à custa do aumento da exploração dos trabalhadores gregos.
Na fotografia: A. Samaras, presidente da Grécia