Desta forma, o Banco Central do Chipre (BCC) pretende, tal como esclareceu esta sexta feira, obter alguma orientação sobre como fortalecer a estabilidade do setor bancário do país, que sofreu profundas perdas em consequência da sua exposição à dívida grega.
O anúncio surge após a demissão, a 9 de agosto, do ex ministro das finanças Michael Sarris do cargo de presidente do Banco Popular do Chipre e da demissão de Andreas Eliades, que, até julho, foi chefe executivo do Banco do Chipre.
Em junho, o Chipre tornou-se no quinto país a solicitar assistência financeira à troika, seguindo-se à Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha. O sistema bancário cipriota totaliza necessidades de capital que ascendem a, pelo menos, 4,5 mil milhões de euros, o equivalente a 25% do PIB nacional.
As condições exigidas pela União Europeia e Fundo Monetário Internacional ao governo cipriota para assegurarem o financiamento do setor bancário do país só serão conhecidas no início de setembro.
As últimas previsões apresentadas pelo governo para a economia do país, que datam desta sexta feira, apontam para uma contração do PIB de 1,5% em 2012.
