Entre as medidas, altamente impopulares, está o aumento do principal imposto ao consumidor espanhol. Será cobrada também uma nova taxa sobre o valor da energia elétrica, novas reformas no sistema de aposentadoria e mais cortes de salários do funcionalismo público espanhol.
O pacote econômico de cortes do governo espanhol pode chegar até 30 bilhões de euros e envolve cortes de gastos e aumento de impostos. Os cortes serão aplicados durante os próximos anos. Tudo baseado no confisco do dinheiro dos trabalhadores e da população espanhola.
Estão previstas também novas taxas de pedágios e cortes e gastos de governos regionais e também nos ministérios. Não precisa ser adivinho para saber que os cortes de gastos serão em sua maioria todos sociais.
Objetivo: salvar os capitalistas
As medidas estão sendo coordenadas pelos órgãos imperialistas (FMI, União Europeia e Banco Central Europeu) que estão de estudando todas as formas possíveis de confisco do dinheiro público para o repasse para os capitalistas em crise com a recessão europeia.
A desculpa do governo para o flagelo da população continua sendo a mesma ladainha de sempre. Afirma que é necessário para a retomada do crescimento econômico e para isso é necessário atingir a meta de dívida pública equivalente a 3% do PIB. Algo impossível já que a dívida espanhola já ultrapassou os 100% do PIB.
Depois do estouro da bolha imobiliária em 2008, os investidores tem abandonado o País gradativamente. Os bancos estão apinhados de títulos pobres e os que não faliram por completo, estão prestes a falir. O governo e os agentes do FMI (Fundo Monetário Internacional) estão agindo para garantir os ganhos dos banqueiros e especuladores.