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zonaeuroPCO - Os mecanismos propostos pelo imperialismo para promover o crescimento econômico encontram-se fortemente contaminados pela especulação financeira e, cada vez mais, estão focados no resgate dos bancos imperialistas falidos


Na recente reunião dos G8 (as oito maiores potências do mundo), o ponto central das discussões girou em torno à crise capitalista na UE (União Europeia). As políticas neoliberais promovidas pelo imperialismo alemão, focadas na continuidade dos planos de austeridade, foram questionadas. Ao mesmo tempo, foram discutidas medidas que, supostamente, possibilitariam conter o aprofundamento da crise capitalista na Europa e o contágio mundial promovendo o crescimento econômico.

Os "apelos" para a adoção de uma "política que fomente o crescimento econômico" esteve presente nos vários discursos do presidente dos EUA, Barack Obama, do recém eleito presidente da França, François Hollande, do direitista David Cameron, o primeiro ministro britânico, e dos primeiros ministros impostos pelo próprio imperialismo alemão, Mario Monti, o primeiro ministro italiano, e Mariano Rajoy, o primeiro ministro espanhol.

Devido às fortes interligações do sistema financeiro mundial, o avanço da crise na zona do euro, pode provocar um novo colapso generalizado numa escala muito maior que a de 2008. O avanço dos protestos populares e do movimento operário, assim como a tremenda crise em que foi jogado o parlamentarismo burguês após as eleições gerais na França e na Grécia, e as eleições municipais na Grã Bretanha, Itália, Alemanha e Espanha expõem a fragilidade dos mecanismos de dominação política que poderão quebrar perante um avanço revolucionário no próximo período.

O isolamento das políticas neoliberais do imperialismo alemão

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem ficado isolada na priorização dos planos de austeridade. O governo alemão tem demonstrado enorme preocupação, pois, sendo o principal beneficiário dos mecanismos de controle da zona do euro, até os seus próprios filhotes, como o primeiro ministro italiano, Mario Monti, e o presidente da Comissão Europeia, José Manoel Barroso, têm se manifestado a favor do afrouxamento fiscal para estimular os investimentos. Mas, todos os líderes dos governos, inclusive o próprio Hollande, frisaram a necessidade de continuar avançando nos planos de ajuste fiscal.

As alternativas para conter a crise capitalista são muito escassas e cada vez menores. A paralisia econômica e a continua disparada do endividamento público, que é o principal mecanismo para continuar sustentando a especulação financeira com recursos públicos, deixou a margem de manobra dos estados burgueses falidos extremadamente estreita. Os mecanismos propostos pelo imperialismo para promover o crescimento econômico encontram-se fortemente contaminados pela especulação financeira e, cada vez mais, estão focados no resgate aos bancos imperialistas em bancarrota.


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