Umha das maiores demonstraçons de força realizadas polo movimento comunista internacional neste 1º de Maio pode ter sido o da manifestaçom maoista convocada em Katmandu polo PCN (M), liderado polo ex-primeiro-ministro Pushpa Kamal Dahal, mais conhecido como Prachanda.
A jornada de hoje demonstrou a dimensom de massas do movimento guerrilheiro maoista no país asiático, que se mantém na oposiçom após abandonar o governo de coligaçom apesar de ter sido, com diferença, a força mais votada nas eleiçons convocadas a seguir à queda da monarquia no Nepal.
Prachanda anunciou, diante da multitudinária manifestaçom comunista, a convocatória de umha greve geral por tempo ilimitado a partir de domingo, que tem como objectivo a renúncia do governo.
"Vemo-nos obrigados a convocar umha greve a partir de amanhá perante a falta de interesse do governo em fazer progredir o processo de paz e a elaboraçom da nova Constituiçom", declarou o líder maoísta.
Prachanda prometeu que a greve por tempo "ilimitado", abrangerá todo o país, será "pacífica" e que "a porta do diálogo permanece aberta".
O carácter "pacífico" foi sublinhado dados os precedentes de 10 anos de guerra civil entre a guerrilha maoísta e o Estado, e que deixou 16 mil mortos entre 1996 e 2006. Porém, a tensom social nom cessou desde o surgimento da República.
A grande manifestação de hoje foi pacífica e nela poderám ter participado entre 150 mil pessoas e várias centenas de milhares, segundo as fontes.
A luita maoista foi fundamental na queda da monarquia, daí a vitória do partido sustentador da guerrilha nas eleiçons de Abril de 2008, mas o governo de coligaçom resultante só durou oito meses, pondo em risco o processo de paz em curso, com a possibilidade de que os maoistas podam voltar a pegar nas armas se nom se derem as condiçons para umha democracia real.
