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060612 obamaEstados Unidos - Diário Liberdade - A campanha de Barack Obama, candidato pelo Partido Democrata, à reeleição dos EUA foi impactada em cheio pelo aprofundamento da crise capitalista nos EUA.


A desaceleração industrial e do consumo, e o aumento do desemprego no mês de maio, confirmam a tendência ao aprofundamento da crise capitalista no País, agudizada, principalmente, pelo efeito contágio da zona do euro e da China.

representa a manutenção do estado de coisas atual, com alguns cortes (menores) de privilégios para os especuladores imperialistas, a continuidade dos programas sociais, mesmo que reduzidos, como mecanismo de contenção social, a redução dos gastos militares e a continuidade dos repasses de recursos públicos para as multinacionais.

A candidatura do republicano Mitt Rommey representa a manutenção de todos os privilégios dos especuladores financeiros e dos gastos militares, a continuidade dos repasses de recursos públicos para as multinacionais imperialistas e alguns cortes nos programas sociais.

A diferença entre ambos candidatos é apenas de matiz em todas as questões fundamentais. As políticas de ambos candidatos deverá ser ajustada, independentemente de quem for eleito, para adequá-la aos objetivos imperialistas: continuar garantindo altas taxas de lucro para o punhado de especuladores que domina o mundo e tentar conter o avanço das massas trabalhadoras.

As eleições internas do Partido Republicano foram sendo manipuladas para que os candidatos mais direitistas fossem sendo eliminados um a um. Rommey representa o backup da alternativa preferida, que será impulsionada caso Obama não conseguir conter o avanço da crise capitalista e os protestos sociais. Os programas sociais servem como colchão social para evitar o estouro das revoltas, principalmente no contexto de desorganização da classe operária.

Ambos candidatos são favoráveis à continuidade dos repasses de recursos em alta escala para os especuladores imperialistas. O QE3 (quantitative easing 3) deverá liberar enormes volumes de recursos para a compra de títulos podres pela Reserva Federal. A sua aprovação poderá acontecer no próximo mês ou, dependendo da relação existente entre a agudização da crise econômica e a crise do regime político, após as eleições de novembro.


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