Em um vazamento de 13 de agosto de 2009 "Os criminosos fazem a lei no Parlamento da Albânia", o embaixador americano na Albânia, John Withers, revela os nomes dos envolvidos, como o ministro Olldashi, o novo prefeito de Tirana, Lulzim Basha, e o líder da oposição socialista Gramoz Ruci.
O vazamento também acusa o primeiro-ministro albanês, Sali Berisha, sua família, além de vários ministros do Governo de ter ligação com a corrupção e o crime organizado.
Withers denuncia, citando fontes não oficiais, altos funcionários albaneses que pedem extorsão de até US$ 7 mil a cada soldado que Tirana enviar ao Iraque ou ao Afeganistão, segundo o jornal "Shekulli".
A quantia representa metade do total de diárias que os soldados recebem de organizações internacionais durante a permanência de seis meses nestes países. Para pagá-la, a maioria dos militares recorre a crédito bancário.
Entre os suspeitos de ficar com o dinheiro está o comandante Xhemal Gjunkshi, nomeado em 8 de agosto por Berisha como chefe do Estado-Maior do Exército albanês, detalhou o WikiLeaks.
A cúpula da Polícia também é denunciada por ter ajudado um conhecido criminoso albanês, Dritan Dajti, a fugir da prisão, de acordo com Withers.
Dajti, um dos delinquentes mais perigosos da Albânia, matou quatro policiais durante a operação de sua prisão, em agosto de 2009.
Nos últimos 20 anos de democracia nenhum alto funcionário foi condenado por corrupção, apesar de a Albânia ser considerada um dos países mais corruptos do mundo, ao lado da Índia, Libéria e Jamaica, conforme a organização Transparência Internacional.
Foto: A Albânia construiu uma estátua de George W. Bush para homenageá-lo.