Porém, no mesmo dia, três atentados organizados com carros-bomba no centro e nos arredores da cidade de Kirkuk, no Curdistão iraquiano, contra grupos curdos, deixou dois mortos e 45 feridos. Essa região, é controlada de forma autônoma pela população curda. Após a queda do regime de Saddam Hussein, os curdos do Iraque obtiveram autonomia no território que faz parte da nação curda, ao norte do país árabe.
Em uma estrada no sudoeste da cidade, um miliciano morreu após uma bomba explodir contra um comboio de um grupo armado curdo, conhecido como Peshmerga. Outros dez ficaram feridos.
Um centro dos paramilitares em Daquq, a 55 km de Kirkuk, também foi atingido por uma explosão, causada por um carro-bomba, deixando um morto e cinco feridos.
No centro da cidade, outro carro-bomba foi detonado na porta da sede do partido União Patriótica do Curdistão, do presidente iraquiano, Jalal Talabani, deixando 30 feridos. Segundo autoridades locais, o número de vítimas de ambos os ataques ainda pode aumentar, já que muitos feridos se encontram em estado grave.
A retirada
O esperado é que o início desta retirada, anunciada previamente no último dia 25 de abril e que, por enquanto, não inclui o abandono das armas, seja discreto e marcado pelo segredo.
"Não vai ocorrer nada extraordinário. As forças de segurança estarão a serviço 24 horas", explicou ontem o ministro do Interior turco, Muammer Guler, que insistiu que esta quarta-feira será como qualquer outro dia.
Selahattin Demirtas, presidente do partido pró-curdo BDP, assegurou que os guerrilheiros (3 mil operam na nação curda ocupada pela Turquia e outros 2 mil em suas bases na autonomia curda do norte do Iraque) demorarão entre três e quatro meses para se instalar por completo no Curdistão iraquiano.
Segundo a direção militar do PKK, a retirada ocorrerá "de forma ordenada e dentro do planejado".
No entanto, em um comunicado publicado ontem, o PKK advertiu que as manobras militares do Exército no sul da Turquia "podem afetar negativamente o processo e causar reações".
O governo imperialista turco, por sua vez, deixou claro que suas forças não atuarão contra os rebeldes, mas que também não reduzirão sua presença nas regiões curdas ocupadas pelo exército turco, onde se concentram a minoria curda e os combates com a guerrilha.
Para o chefe do governo, Recep Tayyip Erdogan, esta jornada não tem tanta importância para o processo de paz como o esperado abandono das armas no futuro.
Esta retirada é parte das negociações entre o patriota curdo Abdullah Öcalan, o líder histórico do PKK, preso desde 1999, o BDP e o serviço de inteligência turco, as quais buscam acabar com um conflito que, desde 1984, já causou 45 mil mortes.
A guerrilha marxista do PKK é considerado um grupo terrorista pelo imperialismo turco, europeu e ianque ao igual que muitas outras organizações populares que lutam pela independência e a justiça social nos seus repeitivos povos.
Foto: Comunista curdo luta de armas na mão pela liberdade do seu povo, o Curdistão, a nação sem estado maior do mundo.
(*) com agências de notícias internacionais
Foram modificados alguns dados errados presentes na notícia original e esclarecidos outros.