A AMI afirmou ontem que dará apoio a uma declaração unilateral de independência se o Estado proíbe a consulta. Deste modo, a entidade desmarca-se do pronunciamento que fez domingo o presidente do Governo, Artur Mas, que descartou esta declaração unilateral por "pouco democrática".
O presidente da AMI e prefeito de Vic, Josep Maria Vila d'Abadal, considera que faz falta negociar com o Estado para conseguir que autorizem a consulta e a fazer "quanto mais cedo melhor". Agora bem, também adiantou que se o estado espanhol não a deixa celebrar fará falta procurar "outras opções", como esta declaração unilateral.
"A AMI vê possível e apoiará claramente uma declaração unilateral de independência se se têm esgotado todas as vias". São palavras do presidente do AMI e prefeito de Vic, Josep Maria Vila d'Abadal, que foi contundente à hora de responder qual seria o posicionamento da associação ante uma hipotética declaração unilateral de independência.
Apelo a pagar os impostos à Agência Catalã Tributária
A Comissão Executiva da AMI, reunida ontem em Olot, vai convidar os seus aderidos a pagar os impostos arrecadados à Fazenda catalã em lugar de fazê-lo em Espanha. A medida começar-se-á a aplicar de forma progressiva nesta mesma quinta-feira com 11 prefeituras, como informava ontem Liberdade.cat, até chegar a uma centena, ao mês de julho e todo o resto, ao outono. Actualmente, a AMI está formada por 701 entidades municipalistas, entre municípios, diputações e outros entes locais.
O presidente da AMI, Josep Maria Vila d'Abadal, explicou que este dinheiro arrecadado pela Generalitat através das prefeituras serão enviadas em Madri igualmente, mas "assim conheceremos exactamente o volume de dinheiro que geram os nossos impostos e que se vão a Madri". A AMI quer dar exemplo desta medida a empresários e cidadãos de Catalunha para que façam-no também pela sua conta.
Na mesma reunião aprovou-se, por uma banda, instar a supressão das quatro subdelegações do Governo central que há na Catalunha e, pola outra, pedir à delegada do Governo espanhol, María de los Llanos de Luna, que retire os procedimentos contencioso-administrativos que apresentou contra várias prefeituras por não exibir a bandeira espanhola nas suas fachadas ou por se declarar territórios catalãos livres e soberanos. A junta directora explicará estes acordos hoje ao presidente, Artur Mas, que recebê-los-á em audiência oficial.