Como parte de uma ofensiva empreendida, na segunda-feira, contra esses grupos em áreas próximas à fronteira com o Líbano, as unidades governamentais enfrentaram grupos armados que atuam nessa região, ao oeste da província de Homs e a 162 quilômetros ao norte de Damasco.
Durante as ações, os militares apreenderam grande quantidade de armas, algumas de fabricação israelense, assim como eliminaram um número de mercenários chechenos e afegãos, informou um relatório da agência síria de notícias SANA.
As armas confiscadas, agregou o relatório, incluíam dois lança-foguetes RPG, duas metralhadoras, um fuzil e outros artefatos.
Em regiões da cidade e província de Alepo, prosseguem os confrontos e, na estrada entre as cidades de Tel Rifat e Sheikh Issa, o EAS destruiu quatro veículos artilhados e liquidou vários soldados irregulares, entre os quais alguns de procedência estrangeira, disse uma fonte do governo provincial.
Na localidade de Deir Assafir, em Ghouta Oriental, Damasco Campo, uma unidade do EAS realizou uma operação na qual capturou o dirigente de grupos armados Mohammed Al-Rifaí e vários integrantes de seu grupo.
Na província de Idleb, a 320 quilômetros ao norte desta capital, unidades sírias impediram que homens vindos da Turquia se infiltrassem em território sírio por áreas de Tel Dahab, no município de Yesser Al-Shugur, com saldo de várias baixas, enquanto outros regressaram a seu ponto de origem em solo turco, disse um porta-voz militar.
Nesta terça-feira, meios de imprensa sírios destacam informações da BBC News, as quais assinalam que armamentos comprados para a Arábia Saudita eram desviados para a cidade síria de Alepo.
Três contêineres de um fabricante de armas, dirigidos à monarquia saudita, estavam em poder de insurgentes em Alepo, informou o correspondente da BBC na Síria, Ian Pannell, citado pela SANA.
A BBC assinala que a presença dessas armas na região indica claramente que alguns elementos secundários no Golfo ajudam ativamente os homens armados na Síria.