O texto acrescenta que a partir da guerra com o Iraque (1980-1988) a República Islâmica do Irã tem expandido seu arsenal e está em condições de produzir seus próprios foguetes "para diminuir a dependência de fontes estrangeiras pouco confiáveis", ao mesmo tempo em que expandiu o alcance daqueles adquiridos no exterior para que o país tenha capacidade de "atingir qualquer parte do Oriente Médio, incluso Israel".
Ao longo do tempo, o Irã desenvolveu a capacidade de fabricar mísseis para cumprir uma vasta gama de objetivos estratégicos, acrescenta o texto, difundido em ocasião do Dia da Indústria de Defesa.
Também revela que o país persa realizou "grandes investimentos" em suas indústrias (castrenses) e em infraestrutura.
A declaração foi publicada poucas horas depois de advertências de altas fontes oficiais iranianas a Israel no sentido de que qualquer ataque contra a República islâmica terá "uma resposta devastadora".
Por outra parte, versões oficiais no Levante assinalam que o Governo de Tel Aviv prepara ataques eletrônicos em massa e com armas teleguiadas contra instalações nucleares iranianas, que seriam seguidos de bombardeios aéreos.
No fim de semana passado, o presidente israelense Shimon Peres declarou à imprensa que a possibilidade de uma operação militar de seu país contra o Irã lhe "tira o sono" e pediu ao premiê Benjamim Netanhyahu que deixe de alentar a histeria belicista entre a cidadania.
Em Israel, o cargo de presidente é protocolar e carece de qualquer autoridade tangível sobre as decisões do governo, agora em mãos da coalizão Likud de ultradireita.


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