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energia renovavelEco Desenvolvimento - Caso haja vontade política, até 2050 toda a energia consumida no planeta poderá ser originada de fontes renováveis, segundo estima um estudo norte-americano, publicado no Energy Policy. Segundo os autores, toda geração de energia poderia ser suprida por energias renováveis até 2030 e, vinte anos depois, todo o consumo pré-existente também. A conclusão é mais otimista do que a divulgada em 2011 em um relatório da WWF, que estimou o atendimento de 95% da demanda por essas fontes de energia em 2050, meta já considerada ambiciosa à época.


Para tanto, seriam necessários a construção de cerca de quatro milhões de turbinas eólicas de 5 MW, 1,7 bilhão de sistemas solares fotovoltaicos, e 90 mil plantas solares de 300 MW. Para se ter ideia, existe atualmente apenas 1% da energia eólica que a demanda pede e um pouco menos do que isso em energia solar.

O estudo objetiva demonstrar, segundo um dos autores, Mark Delucchi, que viver em um mundo movido a energia renovável é possível, sendo que esta supriria a demanda indefinidamente a partir de 2050.

Delucchi, da Universidade de Stanford, e seu colega Mark Jacobson, da Universidade da Califórnia-Davis, deram ênfase em fontes eólica, solar, ondas do mar e geotérmicas de energia. Os pesquisadores não incluíram no estudo a biomassa, devido à poluição e questões de uso da terra, nem a energia nuclear, responsável por 6% da energia planetária no momento.

Eles deixaram de lado também os combustíveis fósseis, que representam, atualmente, 80% do fornecimento mundial de energia. Segundo eles, os veículos automotivos, por exemplo, podem ser movidos a eletricidade ou hidrogênio.

Concretização

Mais do que vontade política, a realização do cenário construído pelos norte-americanos são os investimentos. Embora já tenham sido construídas turbinas eólicas com potência de 5MW na Alemanha e na China, a maioria das turbinas atuais tem de duas a três vezes menos capacidade que a necessária.

As plantas solares também são parcamente utilizadas – existem menos de dez com as características propostas pelos autores (misto de fotovoltaicas e de energia solar concentrada).

Os pesquisadores garantem que os principais recursos (dinheiro e tecnologia) estão disponíveis, e que o único gargalo está na obtenção de materiais de terras raras, como o neodímio, usado frequentemente na fabricação de magnetos.

O problema seria superado caso a mineração fosse ampliada em cerca de cinco vezes, houvesse processos de reciclagem destes materiais, ou fossem criadas novas tecnologias que evitassem o uso de terras raras. “Nós realmente precisamos decidir coletivamente qual a direção que a nossa sociedade quer seguir”, enfatizou Jacobson a Stanford.



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