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230111_ovosgranjaUnião Europeia - Galizalivre - A crise ecológica traz, sem exagero, riscos para a vida nos quefazeres mais quotidianos.


Sem ir mais longe, na alimentaçom, segundo vem de revelar Vicent Boix, autor do livro El parque de las hamacas, e especialista na denúncia das transnacionais da agroquímica. O autor fai-se eco da polémica mediática desatada polo caso das 'galinhas com dioxinas' na Alemanha, que ameaça a saúde de centos de milhares de pessoas na Europa.

O descobrimento de 4700 granjas envenenadas na Alemanha tem a ver com a industrializaçom massiva da produçom de alimentos e a confusom de actividades produtivos: as forragens elaboravam-se na mesma factoria onde se produziam matérias primas para a indústria, o que derivou numha mestura velenosa de produtos de construçom e produtos alimentares que se distribuiu por milhares de instalaçons agrocapitalistas daquele país. O veneno entrou na cadea alimentária e agora, por palavras de Vicent Boix, 'à cidadania toca-lhe praticar o desporto extremo de comer'.

Por causa da globalizaçom dos mercados, a poluiçom chegou a países como Eslováquia, Holanda, Bélgica e Reino Unido. As autoridades quigérom minimizar os riscos dos alimentos derivados desta fonte de poluiçom: os ovos destinados a bolachas e maionesas perderiam 'capacidade de envenenar'. Para Vicent Boix, os meios colaboram com esta estratégia, 'sementam calma e repartem valeriana mediática porque nom tenhem outra saída. O rebanho mediático assinte com fervor e sossego'.

A ameaça expande-se.

Porém, e apesar da passividade social, a inquedança nom deixa de incubar-se. As autoridades da Baixa Saxónia, depois de negar a alarme, venhem de confessar que já houvo porcos poluídos por dioxinas que foram comercializados.Nos pensos comercializados -sempre segundo dados oficiais- topárom-se níveis 164 vezes mais altos do permitido dum pesticida chamado pentaclorofeno, proibido na Alemanha desde os anos 90.

Soberania alimentar hipotecada

O horizonte do envelenamento acompanha outras dimensons da questom alimentar nos nossos dias: o encarecimento dos produtos básicos e a consolidaçom de tratados de livre comércio que permitem a circulaçom de mercadorias opacas sem mínimas garantias sanitárias. Apenas no Reino de Espanha, e desde inícios deste ano que andamos, os preços dos cereais já aumentárom um 75%, principalmente graças à dinámica imprimida polos intermediários -as grandes cadeias agroalimentares.

Orientaçom alimentar baseada no produtivismo e a monocultura dos países da periféria capitalista, reforçada por um iminente tratado de livre comércio entre a UE e Marrocos, que começará assi que o parlamento europeu ratifique a posiçom da Comissom e o Conselho.


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