Os dois gigantes parecem levar a sério a corrida para criar os mapas aéreos de zonas povoadas mais detalhados da história, que poderão revelar objetos de tão só quatro polegadas de comprimento (uns 10 cm).
De fato, Google despregou uma frota de pequenos aeroplanos equipados com câmeras de grande precisão sobre várias cidades para criar realistas imagens 3D.
"Estamos tentando criar a ilusão de que se está voando sobre a cidade, quase como se um estivesse em seu próprio helicóptero", explicou Peter Birch, diretor do produto para Google Earth.
Por sua vez, Apple, para não ficar atrás, adquiriu a empresa sueca C3 que usa tecnologia militar desclassificada, que surgiu a partir do ramo militar da empresa Saab.
Alguns analistas reconhecem que por muito ventajosos que podem parecer estes desenvolvimentos tecnológicos, não deve ser esquecido que são uma ameaça potencial à privacidade das pessoas e poderiam ser utilizados para outros fins.
Assim, Nick Pickles, diretor da organização sem fins lucrativos Big Brother Watch (Grande Irmão Vigia) para as liberdades civis e a proteção da privacidade, com sede em Reino Unido, opina que a privacidade "corre risco de ser sacrificada a favor desta ambiciosa guerra comercial".
"Você não vai ser capaz de tomar o sol em seu jardim sem preocupar por um avião de Apple ou Google que lhe está tomando fotos do céu", afirmou Pickles.
Ainda não se sabe que tipo de tecnologia vai aplicar Google para suas imagens aéreas, mas espera-se que sejam bem mais detalhadas em comparação com suas imagens de Google Earth tomadas por satélites. Quanto a Apple, os especialistas destacam, que suas câmeras são tão poderosas, que podem examinar os lares através de claraboias e janelas. Esta tecnologia é similar à que utilizam os serviços de informação para rastejar e identificar os que acusa de "terroristas".