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171011_rogerFilipinas - Diário Liberdade - Um popular guerrilheiro filipino, que por anos foi o rosto e a voz de uma das mais longas insurgências marxistas da Ásia ao atuar como porta-voz do movimento rebelde, morreu de ataque do coração aos 64 anos, disseram neste domingo (9) seus companheiros.


O ilegal Partido Comunista das Filipinas disse que Gregório Rosal, conhecido como "camarada Roger", morreu em uma zona de guerrilha no norte do país em 22 de junho. A divulgação da morte foi adiada para que suas filhas fossem informadas. Encontrá-las foi difícil devido às intensas operações militares.

O partido e seu braço armado, o Novo Exército do Povo, lamentaram a morte de Rosal em um comunicado, afirmando que "a vida de serviço dele para a revolução servirá como inspiração para que o povo continue com suas batalhas revolucionárias."

Todas as guerrilhas maoistas farão uma homenagem em 15 de outubro, disse o partido.

Rosal trabalhou como porta-voz entre as décadas de 1980 e 1990, usando computadores, rádios e celulares para levar os comunicados da guerrilha ao povo através de entrevistas nos rádios e TVs. Ele foi preso pelo ditador Ferdinand Marcos na época em que impôs a Lei Marcial, em 1972, mas conseguiu fugir poucos meses mais tarde, convertendo-se um lendário dirigente guerrilheiro durante décadas. A ele se atribuem as declarações de o governo ser o "melhor recrutador de voluntários para o Novo Exército do Povo", em referência às políticas antipopulares do regime capitalista filipino.


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