Informações divulgadas pelo site Along The Malecon do jornalista norte-americano Tracey Etaon, um ex-correspondente do Dallas Morning News em Cuba, especialista no financiamento da desestabilização pela USAID na Ilha.
Sixto embolsava cerca de 102 mil dólares anuais como funcionário da Casa Branca de Bush quando as autoridades federais o prenderam em novembro de 2008. Foi investigado e acusado depois que uma auditoria das contas do Centro para uma "Cuba Livre", o negócio de Calzon, revelou enormes irregularidades financeiras em um dos seus programas em Cuba.
Enquanto trabalha com Calzon, Sixto se encarregou de um "projeto" do governo dos EUA para supostamente "impulsionar o acesso à informação" na Ilha. O vigarista se encarregou de "impulsionar" mas para a sua conta bancária os "benefícios" da iniciativa de ingerência financiada pela USAID.
Sixto comprou a granel rádios baratas, através de empresas que criou, as revendeu por um preço muito mais alto, e embolsou alegremente a diferença: nada menos que 576.900 dólares.
Entre seus amigos, o terrorista Montaner
Ele poderia ter sido sancionado com até 10 anos de prisão e uma multa de mais de 1 milhão de dólares, segundo Along The Malecon, mas vários exilados cubanos proeminentes - seguramente tão "honestos" quanto ele - intervieram a seu favor.
Entre os amigos do vigarista se distinguiram Carmelo Mesa-Lago, um ex-diretor do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Pittsburgh, e - quem adivinharia? - o inefável "intelectual da CIA" Carlos Alberto Montaner, fugitivo da justiça cubana por sua cumplicidade em uma série de atentados em cinemas e lojas de Havana no início dos anos 60.
Sixto não é "uma má pessoa ou um delinquente habitual" e "merece uma segunda oportunidade na vida", disse Montaner em uma carta dirigida à corte e datada do dia 21 de janeiro de 2009.
O Sr. Sixto não apenas roubou mais de meio milhão de dólares de uma organização sem fins lucrativos, mas depois de ser selecionado para um cobiçado posto a serviço do presidente dos Estados Unidos, continuou com sua conduta fraudulenta, informa Tracey Eaton em seu site.
O acusado não abandonou seu plano até que foi descoberto. Ele só concordou finalmente em devolver os fundos que se apropriou quando foi ameaçado com ações penais, acrescenta o pesquisador.
Ao pedir ao juiz que lhe desse a liberdade condicional no lugar de ir para a prisão, Sixto - cujo avô era prefeito de Holguín, antes da Revolução Cubana - escreveu que era "estúpido e egoísta".
Sixto vendeu seus pertences e pediu emprestado ao seu pai 644.884 dólares, o que inclui a quantidade que robou mais os juros.
Os fiscais disseram que Sixto utilizou o dinheiro roubado para garantir a "vida boa". Entre outras excentricidades, comprou um caminhão de 40 mil dólares, um piano de $10.200 e $5.000 em "obras de arte" antes de se consentir 16 mil dólares para umas viagens e gastar 50 mil dólares em restaurantes. Comprou uma propriedade de 60.000 dólares em Nova Iorque.
Os registros mostram que Sixto, agora com 32 anos, está terminando a pena de prisão em um centro de detenção da sua Miami mafiosa.
