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180613 zscha  pe screenAlemanha - PCO - O maior julgamento de neonazistas da Alemanha do pós-guerra foi ontem retomado em Munique, Alemanha. O personagem principal deste processo é Beate Zschäpe, uma mulher de 38 anos, única remanescente do grupo chamado “Nacional-Socialista Clandestino”.


Zschäpe é acusada, com outro cúmplice, de ter participado em dez assassinatos entre 2000 e 2007, os quais tiveram orientação racista, sendo direcionados principalmente contra pessoas de origem turca. Além disso, é apontada como responsável por dois atentados a bomba contra bairros de imigrantes em Colônia e 15 roubos a banco.

“Eles estão à espera de justiça pelo assassinato dos pais, ambos encontrados mortos em novembro passado. Estão aqui porque querem entender como é que as pessoas se tornam assassinos. É importante para o meu cliente a encontrar a paz interior”, afirmou a acusação, segundo o site “EuroNews”.

Os advogados da família da primeira vítima, o florista Enver Simsek, afirmou que: “Com suas dimensões históricas, sociais e políticas, o julgamento do NSU é um dos mais significativos na história alemã do pós-guerra”.

A polícia e as autoridades de segurança e do governo foram duramente criticadas. Isso porque encararam os crimes como de autoria da “máfia turca” e que não possuíam nenhuma relação com racismo.

A direita extraparlamentar golpista

A existência do NSU foi descobarta em novembro de 2011, quando os dois parceiros de Zachaepe (Uwe Mundlos e Uwe Boenhardt) cometeram suicídio após um frustrado roubo a banco.

Eles incendiaram o trailer, e nos destroços a polícia achou a arma usada nos homicídios e um grotesco DVD reivindicando sua autoria. Nesse vídeo, as vítimas eram mostradas junto com uma Pantera Cor-de-Rosa que avisava o número de mortos.

Após os suicídios, Zschaepe teria supostamente incendiado um apartamento que ela dividia com os cúmplices em Zwickau, no leste da Alemanha. Quatro dias depois, entregou-se à polícia em Jena, a sua cidade, dizendo: “Sou quem vocês procuravam”.

Notadamente a direita tem perdido todo o apoio e representação dentro dos parlamentos dos países. A extrema-direita não consegue mais eleger seus deputados, nem prefeitos, nem governadores; não consegue mais votos em suas reivindicações.

Diante deste fato, ao redor do mundo, proliferam as organizações extraparlamentares de extrema-direita, neonazistas. Uma direita golpista, que não pretende, mais, conseguir o governo por votação.

Contudo, os casos demonstram que se trata de um último suspiro da direita internacional, que tem perdido apoio nos mais variados campos políticos. Os grupos fascistas fora do parlamento estão desesperados e a caminho do museu, por isso a aparição de ações mais radicais.


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