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290413 pais basco bandeira ikurrinhaEuskal Herria - ASEH - Várias dezenas de pessoas foram sábado até ao cemitério de Gernika para recordar Iñaki Garai Lejarreta e Blanca Salegi Allende, um casal desta vila morto a tiro pela Guarda Civil a 15 de Maio de 1975 por dar guarida ao membro da organização ETA Jesús Mari Markiegi, Motriko. O evento foi convocado pela associação de vítimas do regime franquista Ahaztuak 1936-1977, no âmbito da dinâmica intitulada «Biktima guztiak, borrokalari guztiak / Todos os lutadores, todas as vítimas».


Depois do agurra em honra e memória de Iñaki Garai e Blanca Salegi, um membro da Ahaztuak 1936-1977 tomou a palavra para lembrar que no dia 26 de Abril passava mais um aniversário sobre a destruição da vila foral debaixo das bombas da Legião Condor alemã, ao serviço das forças fascistas e golpistas de Francisco Franco e outros generais revoltosos contra a II República. Esse «bombardeamento teve como objectivo instaurar um regime fascista e antidemocrático, como infelizmente veio a acontecer, um facto que, juntamente com outros, legitima plenamente a luta que, em todas as suas expressões, foi levada a cabo contra esse regime ao longo da sua existência, da mesma forma que legitima e dá pleno direito à evocação de todas as pessoas que a executaram ou para ela contribuíram, como é o caso de Iñaki Garai e Blanca Salegi».
 
Na ocasião sublinhou-se ainda que a Ahaztuak 1936-1977 «não faz a apologia do terrorismo, mas a apologia da resistência antifranquista e antifascista, da mesma forma que não faz a apologia de qualquer organização armada, antes a apologia do direito das pessoas e dos Povos a resistir e a enfrentar da forma que considerarem oportuna um regime fascista, como o que foi instaurado depois do golpe de estado de Julho de 1936».
 
Intxorta 2013: uma centena de voluntários recriou os combates de 1937
 
Depois da recriação, os presentes desceram até à localidade, com uma faixa em que se reclamava o fim da impunidade do franquismo.
 
Uma centena de voluntários participou domingo ao meio-dia numa encenação dos combates na frente de Intxorta, no município guipuscoano de Elgeta. É a primeira vez que se realiza esta recriação, fruto da colaboração entre o Município e a associação Intxorta 1937 Kultur Elkartea; uma encenação que se fica a dever também à determinação de recuperar a memória histórica e de proceder à sua divulgação.
 
Durante 20 minutos as escaramuças entre as tropas franquistas (31 fuzileiros, cinco bandeiras e quatro oficiais) e os seus opositores antifascistas (32 milicianos-gudaris entre fuzileiros, oficiais e médicos).
 
Depois da recriação e de uma sentida homenagem, os presentes desceram até à localidade, atrás de uma faixa em que se lia: «Frankismoaren Zigorgabetasunari tolerantziarik ez!».

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