No total, os autores do projeto documentaram e apontaram no mapa 42.500 sítios de tortura nazistas, onde, segundo suas estimativas, de 15 a 20 milhões de pessoas morreram ou foram presas.
Durante os últimos treze anos os investigadores, segundo escreveu o diário The New York Times, dedicaram-se à tarefa de contar e catalogar todos os guetos, campos de concentração, campos de trabalho forçado e campos de prisioneiros de guerra que os nazistas estabeleceram na Europa desde 1933 até 1945. Também na lista foram incluídos prostíbulos para militares alemães e centros de "cuidado" onde se realizavam abortos forçados e matavam as crianças recém-nascidas.
"O número é muito maior do que se pensava originalmente", disse o diretor do Instituto de História Alemã em Washington, Hartmut Berghoff, em uma entrevista ao diário. "Antes sabíamos o horrível que eram os campos e guetos", disse Berghoff, "mas essa cifra é incrível".
Geofrey Magargee e Martin Dean, principais redatores do projeto, inventariaram milhares de sítios em uma enciclopédia de vários volumes em cujas páginas se apresenta a história detalhada das "condições de trabalho e vida, a atitude dos conselhos judeus, a resposta judia à perseguição, as mudanças demográficas e os detalhes da liquidação do guetos".
O estudo do Museu Memorial do Holocausto, além de ter um grande valor histórico, pode ajudar às pessoas que sobreviveram e agora lutam pela compensação financeira. "Quantas demandas foram rechaçadas tão somente porque as vítimas se encontravam em um acampamento que nem sequer conhecemos?", disse ao diário estadunidense Sam Dubbin, advogado que representa os interesses dos sobreviventes.
