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030912 sanidademigrantesGaliza - Esculca - "Ainda que a Conselleria de Sanidade e Feijó anunciassem a para todo o mundo a posta em funcinamento dum programa para pôr solução ao problema da atenção sanitária “dos sem papéis”, tudo parece indicar que se trata de mais um apanho eleitoralista e demagógico ao calor da convocatória das eleições galegas", afirma a CUT, que convoca atos de protesto.


"Pouco antes da entrada em vigor do RD 16/2012, que amputa o direito à saúde das pessoas migrantes em situação irregular, instaurando a segregação e o apartheid sanitário no sistema público de saúde,foi anunciado um programa que não afunda na garantia do fundamental direito à sáude e na blindagem do sistema público perante o avanço do desmantelamento e privatização.

Na solução do SERGAS continua a imperar a obrigatoriedade de um tempo mínimo de empadroamento de 183 dias e a necessidade de apresentar documentos para acreditar nao dispôr de recursos econômicos nem aqui nem no país de origem.

As pessoas estrangeiras que não possam acreditar que dispoem de rendas inferiores a esse teto (correspondente a 6.390,13 € cifra que se situa muito abaixo da linha de pobreza segundo o Instituto Galego de Estatística, ainda que a legislação da miséria é uma tônica deste governo da ultradireita - acabamos de vê-lo na regulação da prestação dos 400 euros do Plan Prepara) terão que contratar um “convênio especial” cujo custo variará entre 710 € e 1.864€ (para maiores de 65 anos). Evidentemente, trata-se de uma soma de dinheiro inassumível na situação de precariedade na que estamos vivendo muitas, e mais ainda para o coletivo imigrante, devido as condiçoes laborais a que se vê submetido. O resultado será a colocação da saúde das nossas vizinhas e vizinhos, dum setor da comunidade, em grave risco.

A dia de hoje, mesmo os supostos mínimos que têm garantida a cobertura sanitária, como é o caso de mulheres grávidas, estão a ser incumpridos pelo SERGAS, como vêm denunciando o Fórum Galego de Inmigração e Médicos do Mundo.

Esta segunda-feira dia 3 de setembro a CUT desenvolverá um programa de mobilização no Centro de Saúde Concepcão Arenal em Compostela e gostariamos de contar com o vosso apoio."

Convocatória

12:30hs Ato público

16:30hs Mesa rendonda “Apartheid sanitário e políticas migratórias”

Miguel Fernández (Fórum Galego da Inmigração), Eduardo Romero (Colectivo Cambalache, Oviedo- Astúrias) e Ana Mateo (Médicos do Mundo)

20:00hs Concentração contra o Decreto da Segregação Sanitária

 

Foto: El País


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