1.- Esta proposta supom umha nova e lamentável ocorrência para tentar disimular a terrível decisom que supom deixar fora do sistema sanitário normalizado as pessoas imigrantes em situaçom de irregularidade administrativa. Nom é possível a nível prático, pola imposibilidade de assumir os custos derivados desse apólice para estas pessoas; nom é aceitável do ponto de vista de ético porque supom manter fechada na prática a atençom sanitária a um dos coletivos em maior situaçom de vulnerabilidade, que devem de superar as 300.000 pessoas no conjunto do Estado e entre 10.000 e 15.000 na Galiza. Manteria ainda umha limitaçom mais pola necessidade de justificar um ano de empadroamento como requisito.
2.- Esta decisom é uma terrível injustiça, porque as pessoas migrantes em situaçom de irregularidade administrativa nom tenhem nada que ver com o chamado "turismo sanitário", questom que atinge de forma práticamente exclusiva pessoas procedentes da Uniom Europeia. É ademais uma decisom claramente racista, que pretende responsabilizar um colectivo, em situaçom de alta vulnerabilidade social, das dificuldades de sustentabilidade do sistema sanitário por um suposto abuso do mesmo. Nom fai sentido algum que se negue o cartom sanitário para pessoas sem recursos, a um dos coletivos que de menos recursos pode dispor ou que se pretenda que paguem um apólice de asseguramento tam custosa.
3.- A nom atençom sanitária de umha parte da populaçom residente no Estado Espanhol é bem mais do que um corte ou umha "poupança", é umha exclusom intolerável e perigosa para a vida destas pessoas, que fazem parte de um dos coletivos em pior situaçom de vulnerabilidade. Por isso, o Foro Galego de Imigraçom quer fazer um apelo ao conjunto da sociedade para que nom se deixe enganar por propostas, como esta que conhecimos ontem, que pretende fazer esquecer ou dissimular que o governo de Rajói vai deixar as pessoas migrantes em pior situaçom de vulnerabilidade sem assistência sanitária a partir de 1 de setembro.
Foto: AFP

