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presosGaliza - Causa Galiza - Após a liberdade com cargos de Maria Ossório, sete independentistas galegos e galegas encontram-se hoje presos e dispersados em distintos penais da geografia carcerária do Estado espanhol, sempre fora e longe do território galego e sob incumprimento da legislaçom penitenciária estatal e internacional, à vez que submetidas a todo tipo de privaçons, vexaçons, vulneraçons de direitos formais e estratégias que visam a sua progressiva erosom política, física e psíquica.


A existência histórica e presente de independentistas galegas e galegos cujo compromisso militante desemboca nas prisons espanholas é um facto ao que a Coordenadora Constituinte do Projecto Independentista (CCPI) atribue alta significaçom política e afecta, também, ao processo de diálogo e debate aberto nas comarcas do país para construir o projecto independentista. Assim, esta coordenadora quere afirmar:

1º Que assumimos as reivindicaçons básicas que o Colectivo de Presos e Presas Independentistas Galegas defende com o jejum celebrado na última sexta-feira de cada mês e exigimos ao Governo espanhol o fim da dispersom, a repatriaçom e o reagrupamento dos presos e presas num cárcere na Galiza, o remate do regime de prisom preventiva que possibilita quatro anos de privaçom de liberdade sem juízo e o fim da vulneraçom sistemática de direitos a que estám submetidos presos, presas, familiares e amigos.

2º A existência de independentistas galegos presos e presas é mais umha das expressons da existência dum conflito político e histórico que, com distintas intensidades e sob diversas modalidades, enfrenta os sectores do Povo Galego mais cientes da condiçom nacional deste país com o Estado espanhol para conquistar os direitos colectivos que, como já apontam hoje as principais formaçons nacionalistas, carecem de encaixe no Estado espanhol.

3º A solidariedade incondicional e permanente com os independentistas galegos e galegas que se encontram nas prisons espanholas é, e será no futuro, um dos traços identitários do projecto político a construir, tanto por identificarmos a sua condiçom de prisioneiros políticos dum Estado estrangeiro, oligárquico, corrupto e carente de legitimidade democrática, como polo facto de nom reconhecermos potestade aos tribunais espanhóis sobre a cidadania galega.

4º Alentamos por último às forças sociais, sindicais e políticas nacionalistas e ao tecido associativista nacional a incluir nas respectivas agendas de trabalho a asignatura da solidariedade com os e as militantes galegas presas como questom ética e politicamente irrenunciável e mínimo comum denominador entre nacionalistas, assim como a rechaçar as armadilhas do poder, que pretendem criminalizar esta solidariedade, apresentá-la como apologia do terrorismo e proceder penalmente contra o seu exercício.

Foto: Causa Galiza


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