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270710_policiaGaliza - Galizalivre - Nos últimos tempos vem-se normalizando mais umha vulneraçom de direitos contra a cidadania dissidente e, nomeadamente, contra quem exercemos de galegos e galegas de naçom. A imensa maioria das manifestaçons independentistas -por legalizadas que estiverem- som ocupadas pola polícia de choque, que complementa o seu labor com as dúzias de espions que supervisam e gravam as pessoas assistentes.


Esta prática pretende situar um cordom sanitário entre a manifestaçom e a cidadania que observa os actos, indicando que quem imos dentro do dispositivo somos gente perigosa da que cumpre distanciar-se. Os repressores também procuram fazer melha nas pessoas menos convencidas que assistem ao acto. Pois nom todo o mundo está disposto a caminhar tranquilamente rodeado de homens armados com escassa capacidade de raciocínio e gosto por exercer a violência contra os débiles. O medo às filmaçons -que som explícitas- e às multas dissuade também.

O movimento galego divide-se, nesta problemática concreta, em dous critérios gerais; sobre cada um dos quais podíamos estabelecer centos de matizaçons de oportunidade, estratégia ou táctica, mas nom é o lugar de encerelhar-nos em detalhes.

Grosso modo, há quem diga que a estratégia policial procura aguilhoar a nossa violência e empecer manifestaçons normais e tranquilas, polo que de aqui a uns anos só ficariam nos actos as pessoas dispostas a jogar-se a integridade física com a tropa dos antidistúrbios. Cumpre, entom, evitar a 'provocaçom' e respeitar o protocolo marcado para nom perder a rua.

Na beira contrária, há quem defenda que a toleráncia com este protocolo supom normalizar de facto umha situaçom de abusso e ilegalidade. E que portanto cumpre, por razons morais e políticas, desnormalizar estas situaçons respostando duramente e causando distúrbios de rua que provoquem danos visíveis e nom lho ponham doado aos repressores.

Nom nos toca a nós, como meio informativo, dirimir este particular, num debate que seria supervisado aliás por polícias e juízes. Si dizer, nestes nossos conselhos práticos, que cumpriria um protocolo de mínimos para enfrentar esta vulneraçom de direitos. E longe da improvisaçom que reina, seria útil ter sempre a mao umha equipa jurídica que assessorasse na própria situaçom e esclarecesse o que se pode fazer: se é legal a gravaçom de manifestantes, como devem realizar-se as identificaçons e os cacheios, até que ponto podemos discutir com um antidistúrbios, etc. Os advogados também devessem estar prontos para registar os abussos em que habitualmente incorrem os agentes, pois som dados a insultar, ameaçar e dar pancadas gratuitamente para dar um sentido à sua degradante profissom.

Da mesma maneira que umha equipa jurídica pode suavizar as agressons, o feito de contarmos com jornalistas devidamente autorizados, provistos de cámaras e dispostos a filmá-lo todo, pode servir para socializar a existência deste pequeno estado de excepçom.


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