Sentimo-lo, mas nós nom estamos indignad@s, nem estamos fart@s sem mais. Nós nom gozamos o sistema educativo do estado do bem-estar, senom que sofremos o estado do bem-estar e o seu sistema educativo.
Nós somos aqueles e aquelas que levamos anos conjugando estudos e trabalho, ficando fora da Universidade pola ausência de bolsas e o alto preço das taxas, ocupando residências públicas e ateigando apartamentos lotados e insalubres. A fartura nunca a vivemos e a indignaçom já a caducamos, aprendemos na dura experiência que o ensino na Galiza, como em qualquer sociedade burguesa, nom procura a sociliazaçom do conhecimento senom a reproduçom da alienaçom e a elitizaçom do saber.
Levamos anos luitando pola supressom das seleçons económicas e pseudo-académicas no acesso à Universidade, pola construçom dum verdadeiro ensino público de qualidade, pola modificaçom dos curricula académicos e a introduçom nos mesmos de conteúdos galegos, feministas, solidários.... Estivemos nas luitas contra o ensino privado, pola reduçom do ratio alunado-professorado, contra a criminalizaçom do estudantado e a conversom autoritária do professorado em autoridade pública... E depois de todo isto, agora querem dar-nos o toque de graça e expulsar-nos pola via dos factos (económicos como nom) do ensino e que nos dediquemos exclusivamente a memorizar o básico e aprender competências instrumentais.
Porém, para nós isto nom é umha surpresa. Sabemos que o ensino é umha ferramenta mais do sistema capitalista, dentro do qual tem a funçom de reproduzir a ideologia dominante além de formar a força de trabalho segundo as necessidades conjunturais do próprio capital. Conhecíamos a necessidade da burguesia de empobrecer a maioria social, de empobrecer-nos; e, portanto, a tendência à desmantelaçom dos serviços públicos. Porque esta nom é, companheir@s, resultado dumha pobre gestom ou duns maus gestores senom a condena que o sistema capitalista tem reservado para a maioria social: o empobrecimento e a idiotizaçom.
Conhecemos o papel do sistema educativo dentro sistema capitalista e conhecemos o nosso papel dentro dele. O progresso social nom virá para nós determinado polo sucesso académico, senom pola superaçom do próprio modelo. E esta é a nossa maior arma: a consciência de que a chave da mudança educativa está no sucesso do combate social. Temos consciência da necessidade da luita, e portanto a possibilidade de parar esta desfeita!
22 de Março, Jornada de Luita no ensino. Concentraçom às 12h30 na Praça do Toral.


