Eis os efeitos de anos e legislaçons de ‘bilingüismo harmónico’, eufemismo que se refere a manter a situaçom de discriminaçom dos e das falantes de galego-português da Galiza.
A Mesa pola Normalizaçom Lingüística, entidade de defesa da língua vinculada ao BNG, informou hoje de dous casos que, por bizarros e espectacularidade, nom som mais graves que os que cada dia sofrem as e os falantes de galego-português no seu próprio país.
No primeiro dos casos, um interprete tivo que assistir duas pessoas que quixérom casar na sua língua, em galego, na Galiza.
Mas talvez mais grave seja, ainda, receber exclusivamente numha língua estrangeira a informaçom sobre a atençom médica a receber. Isso, ou fazer como um paciente que já espera fai 238 dias a documentaçom na sua língua da operaçom à que vai ser submetido no Serviço Público de Saúde da Galiza (nom do da França nem no do Japom )
O caso deste paciente, que segundo a sua advogada poderia denunciar o caso nos tribunais, já estivo nalguns meios de comunicaçom, quando o hospital –daquela privado- Fátima de Vigo o ameaçou com ‘nom intervir’ se insistia em pedir a documentaçom em galego.
Desta vez, a teimosia das pessoas afetadas fai com que os casos sejam públicos, através da MNL. Porém, isto acontecepor centos cada dia na Galiza, e nem sempre de maneira tam direta: discriminaçons no acesso a empregos, a formaçom, nos relacionamentos pessoais...
O galego, língua ainda maioritária na Galiza apesar de quinhentos anos de repressom e brutalidade espanholas, nom garante hoje o acesso aos mais básicos serviços públicos.
Foto: Proposta do que poderiam ter dito no casamento as pessoas afetadas, aproveitando a situaçom.


