A situaçom do naval galego é dramática. Só nos últimos quatro anos a ria de Vigo perdeu quase 9.000 postos de trabalho direito nos estaleiros, e se as condiçons nom mudam a curto prazo, poderia desaparecer um dos setores estratégicos mais importantes do nosso País.
Esta greve setorial é mais que necessária, é hora de atuar contra as falsas promessas e esperanças. Levamos mais de umha década sofrendo as condiçons do Tax lease, sem que os governos de PSOE e PP o solucionem. Um Tax lease que castiga e obriga a caminhar aos nossos estaleiros face umha desapariçom iminente. Mas nom nos enganemos, nem o PSOE nos sacou da crise, nem o PP nos vai salvar, ambos partidos institucionais som fieis guardians dos interesses do patronato e do grande capital.
Feijó e Rajoi estám a permitir está dramática situaçom, som os verdadeiros culpáveis, som o inimigo do povo trabalhador. Vendem-nos em Bruselas a câmbio de um resgate económico a favor do capital financieiro, ou a México, permitindo o saqueio do valor tecnológico dos estaleiros.
Estam desmantelando os setores estratégicos produtivos da Galiza, sem olhar para nemgum trabalhador ou trabalhadora, sem importar destruir milhares de postos de trabalho.
Está convocatória de greve afetará os principais estaleiros privados galegos: fatoria naval de Marim, Armom, Metalships, Barreras, Freire, Cardama, Vulcano e Valinha.
Está convocatória chega a menos de um mês da aplicaçom da reforma laboral na que a partir de 7 de julho, sem limite algum, milhares de trabalhadoras e trabalhadores poderám perder os seus postos de trabalho sob um despedimento quase livre e sem a mais mínima indemnizaçom.
A classe trabalhadora tem que tomar as ruas, nom é momento de deixar-se enganar, nem de resignaçom, é o momento de agir.
NÓS-Unidade Popular considera imprescindível a convocatória de umha greve geral de 48 horas para forçar a mudança de rumo da política do PP.
Rajoi, Feijó, demissom!
Galiza 18 de junho de 2013

