Enquanto a empresa entra em concurso de acreadores o seu Conselho executivo, que foi continuamente premiado e reconhecido mundialmente, ficou totalmente blindado e com impunidade de qualquer tipo de represália económica.
Desde o ano 2004, Pescanova tem um crescimento exponencial até chegar a criar mais de 160 empresas distribuidas por todo mundo, cotizando no mercado de valores, e com uns ganhos contínuos até o ano 2011.
Embora com incompreensíveis subsídios milionários por parte de Junta e do Estado espanhol, a empresa multinacional passou de ser umha das mais reconhecidas mundialmente a arrastar umha dívida astronómica.
Que existem irregularidades e que ningum diretivo vai pagar por isso é obvio. Como sempre, a má gestom, a malversaçom de fundos, as continuas irregularidades, os subsídios sem controlo por parte dos empresários de turno, tem como consequência que o lucro de uns poucos tenha que ser pago polas trabalhadoras e trabalhadores.
Desde a solicitude de entrada em concurso de acreedores nom há nem um só dia que nom se fale de novas irregularidades cometidas polo Conselho executivo e principalmente, do presidente de Pescanova, Manuel Fernández de Sousa.
Fernandez de Sousa, que como burguês exemplar, sempre se considerou umha das pessoas mais importantes do nosso País, e que alardeava de que com umha simples chamada podia mudar o rumo político e económico da Galiza, pois bem, este famfarrom desfalcou milhons de euros. O certo que passou de empresário exemplar, como Blesa ou Ruiz Mateos, a engrossar a lista de empresários corruptos, no que todo o seu empenho basea-se no lucro pessoal, a custa de umha maior esploraçom da classe obreira.
De facto a “Comissom Nacional do Mercado de Valores” (CNMV) reprovou-lhe publicamente a sua gestom ao frente da companhia. Está claro que, mais um vez, os grandes capitalistas só olhan o seu beneficio pessoal e o seu único objetivo é enriquecer-se o mais rápido possível e quanto mais melhor. Pouco lhes importa a situaçom das milhares de trabalhadoras e trabalhadores.
Hoje em dia o futuro de Pescanova é incerto, Fernández de Sousa está processado por presuntos delitos de falsificaçom das contas da companhia e uso de informaçom privilegiada. A venda de umha grande parte das suas açons horas antes de entrar em concurso de acreedores é mais um sintoma da sua falta de “ética empresarial”, da absoluta carência de escrúpulos mais que amassar umha fortuna.
A medida que passam os dias saltam novas irregularidades aos meios de comunicaçom, até tal ponto que dificilmente se pode calcular o grau de ruína da companhia.
De NÓS-Unidade Popular de Vigo exigimos a imputaçom de Fernández de Sousa por corrupçom, malversaçom de fundos públicos, tránsito de influências, utilizaçom e informaçom privilegiada. Que pague, ao igual que toda a sua executiva, com o seu próprio património, todas as irregularidades das contas do grupo Pescanova, assim como exigimos que se abra umha auditoria na contabilidade da empresa.
Solicitamos a nacionalizaçom de Pescanova e portanto que se assegurem todos os postos de trabalho das fatorias de Chapela-Redondela e Vigo.
Vigo, 14 de junho de 2013

