Porém, as declaraçons de Rajói e Feijó nom passam de simples falácias. Só sabem mentir como velhacos.
A ofensiva da burguesia contra o mundo do Trabalho prossegue imparável. A situaçom socioeconómica da classe trabalhadora e do conjunto das camadas populares piora dia a dia. O desemprego nom deixa de incrementar, as dificuldades para chegar a fim de mês torna mui difícil a vida da imensa maioria social; a pobreza e a exclusom social já começam a plasmar-se em episódios de desnutriçom e fame.
As condiçons laborais continuam a deteriorar-se. O mesmo acontece na saúde, educaçom e serviços sociais, mediante umha privatizaçom cada vez menos encoberta.
Tentam, por todos os meios injetar medo e temor ao futuro, contribuir para a geraçom de conformismo e resignaçom.
Mediante a censura e a manipulaçom mediática, os cortes e a restriçom das liberdades, pretendem atrasar e mesmo evitar a resistência obreira e popular, mas sabem que estám condenados ao fracasso.
Nom podemos acreditar nas suas mentiras. A única possibilidade de recuperar os direitos perdidos e as condiçons laborais que nos arrebatárom é mediante a luita e a mobilizaçom obreira e popular organizada.
Nom podemos depositar a mais mínima confiança na casta política corrupta e cleptocrática que nos governa, como tampouco no patronato que se está a enriquecer à custa da nossa miséria. Que perguntem a Fernández de Sousa, que arruinou Pescanova após conseguir todo o tipo de ajudas e subsídios públicos, e que agora vai provocar que milhares de operárias e operários galegos e de outras partes do mundo podam perder os seus postos de trabalho.
Mas a luita contra a ofensiva burguesa tem que se ligar à luita pola nossa libertaçom nacional e pola emancipaçom das mulheres.
Sem umha Galiza independente com Estado soberano, nom é possível frear as agressons a que nos submetem Espanha e a troika e, portanto, resolver umha boa parte dos graves problemas da imensa maioria social.
Nom som horas de remendos nem de maquilhagens do capitalismo. É hora de vertebrar umha maioria social em prol dumha Pátria soberana. Corresponde à classe obreira um papel protagónico neste processo.
A esquerda independentista e socialista galega tem a firme determinaçom de contribuir para promover alianças amplas em base a programas avançados para dotar o nosso povo e a nossa classe de umha alternativa política e social ao caos sistémico a que nos condena Espanha, o capitalismo e o patriarcado.
A ruptura democrática e um processo constituinte galego som imprescindíveis para avançar nessa direçom.
A convocatória de umha greve geral de 48 horas é o mecanismo que permitirá convergir as demandas e as reivindicaçons laborais, com a defesa da vivenda, contra as preferentes, polos direitos da mulher, polo futuro da juventude, em defesa do saqueio das nossas riquezas minerais.
Há que tombar os governos de Rajó e Feijó. Unidas e mobilizados conseguiremo-lo!
Que os ricos paguem a crise!
Viva a classe obreira!
Viva Galiza ceive, socialista e feminista!
Galiza, 1º de Maio de 2013

