O quadro de pessoal de Carmoble levou avante turnos de guarda no centro de trabalho para impedir que a direçom retirasse ilegalmente material de valor da empresa, pois está submetida a umha ordem de embargo judiciário.
Numha destas guardas, as obreiras e obreiros constatárom como o patrom e outras pessoas, tiravam o material informático dos escritórios da empresa, e advertírom-lhes que estavam a incorrer numha ilegalidade.
O gerente da empresa decidiu denunciar pessoalmente um dos obreiros sob acusaçom de agressons verbais.
Assistimos pois, a um novo escárnio patronal, onde o denunciado por falta de pagamento, despedimento improcedente, e rescissom ilegal de contratos, denúncia a um dos afetados por injúrias.
A Corrente Sindical Anticapitalista (CSA) acudiu ao julgamento em apoio do trabalhador, portando cartazes em que se podía ler: O patrom é o agressor, Carmoble soluçom e A luita obreira nom é delito. Posteriormente, militantes da CSA irrompêrom silenciosamente no interior das instalaçons do julgado.
Após dez minutos, e sem motivo aparente, a Guarda Civil do julgado dirigíu-se aos concentrados para exigir que depugessem a sua atitude ou que abandonassem o prédio imediatamente, sob ameaças graves e com tom desafiante.
Vivêrom-se momentos de certa tensom e confrontos verbais com os agentes, mas finalmente a CSA continuou com o seu protesto fora do prédio, onde se coreárom palavras de ordem em apoio aos afetados.
Finalmente, a parte denunciante nom se apresentou à vista, polo que a causa ficou anulada e a denúncia desestimada.
A presença das/os trabalhadoras/es de Carmoble, assim como a pressom exercida pola CSA, foi determinante para que o gerente de Carmoble resolvesse nom continuar com o seu vergonhoso pleito pessoal, o que demonstra mais umha vez que a uniom obreira consciente e organizada pode atingir vitórias para a nossa classe.

