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080912 servpubGaliza - Diário Liberdade - As principais forças sindicais atuantes na Galiza levárom hoje milhares de trabalhadores, trabalhadoras e utentes dos serviços púlbicos às ruas da capital, contra os cortes e planos de austeridade aplicados polos governos.


Milhares de pessoas manifestáram-se neste sábado pelas ruas de Compostela em defesa dos serviços públicos e em contra da "criminalizaçom" dos trabalhadores do sector que promove o Partido Popular através dos aparelhos de propaganda dos seus governos na Galiza e no Estado espanhol. A convocatória correu a cargo da Plataforma Galega em Defesa dos Serviços Públicos, integrada por 20 entidades sindicais e algumhas de caráter corporativo, incluídos agrupamentos policiais como o SUP e a Uniom de Guardas Civis.

A marcha partiu da Alameda de Compostela em direçom à sede administrativa da Junta da Galiza em Sam Caetano, atrás de umha faixa com a legenda "Em defesa dos serviços públicos. Nom aos cortes dos nossos direitos".

A convocatória correspondeu aos seguintes coletivos, integrantes da referida plataforma: CIG, CC.OO., UGT, CSIF, CESM, O'MEGA, Satse, Usasse, ANPE, STAJ, CEP, SUP, UFP, AUGC, UniónGC, CGT, USO, USTG, SIAT e ACAIP.

Vários milhares de manifestantes marchárom polas ruas de Compostela coreando palavras de ordem contra a crise e as medidas de austeridade, com grupos de gaitas e outras mostras lúdicas junto às reivindicaçons de tipo laboral e social.

Destacárom "clássicos" como "o público é serviço, o privado benefício" ou "há que cortar o Partido Popular". Também se reclamou umha nova greve geral, se bem os sindicatos acabam de adiar umha decisom nesse sentido nos contatos mantidos a inícios do atual mês de setembro.

Vários candidatos às iminentes eleiçons autonómicas de partidos da esquerda colocárom em posiçons visíveis durante o percurso da manifestaçom deste meio-dia em Compostela.

O actor Federico Pérez foi o encarregado da leitura do comunicado em nome da Plataforma Galega em Defesa dos Serviços Públicos, no qual se reclamou o fim das políticas de cortes do Partido Popular.

Como facto curioso, o abandono da mobilizaçom por parte de membros da polícia e da guarda civil que se manifestavam junto aos trabalhadores e trabalhadoras, no momento de a multidom começar a cantar o Hino Nacional da Galiza. Nom é a primeira vez que membros das forças repressivas participantes em manifestaçons de trabalhadores e trabalhadoras apupam o nosso Hino ou dam mostras de desprezo como as de hoje.

 


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