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100812 faixanosupGaliza - Nós-UP - A empresa CARMOBLE do Porrinho, dedicada à fabricaçom de móveis, fechou as suas portas deixando na rua, sem prévio aviso, 25 trabalhadoras e trabalhadores.


A situaçom de precariedade laboral e impagos por parte da empresa já vinha sendodenunciada desde há vários anos polas/os trabalhadoras/es, convocando jornadas de greve e pressionando o patronato para que cumprisse com as suas obrigas.

NÓS-UP secundou as mobilizaçons convocadas polo Comité de empresa, e que fôrom instrumentalizadas de jeito oportunista pola casta política local.

Naquele momento advertimos o que posteriormente se demostrou, preocupam-se mais em sair nas fotos a carom das/os obreiras/os que em fazer qualquer esforço para reverter a situaçom de abuso e agressom que padecem.

CARMOBLE conseguiu liquidar irregularmente 50% do quadro de pessoal, sem que ninguém, nem dentro do governo municipal nem na opossiçom institucional, movesse um dedo.

Nos últimos seis meses, o conflito viu-se agravado pola negativa da empresa a pagar os salários, assim como outros complementos salariais, endividando a cada trabalhador/a umha quantia que ronda os 12.000 euros.

Conscientes de que a luita é o único caminho para defender os seus direitos, as/os trabalhadoras/es de CARMOBLE convocárom umha greve indefinida que se iniciaria em 16 de julho. Mas a direçom da empresa, numha manobra premeditada, fechou a  fábrica nos dias prévios, impedindo a entrada os/as trabalhadores/as e negando-se a pagar as indenizaçons correspondentes.

No dia 29 de junho publicava-se no BOE o registro dumha nova atividade empresarial, a nome do atual gerente de CARMOBLE, assumindo os custos totais da nova entidade.

Isto evidencia que a intençom do patrom, que exigia “confiança e compromisso”, nunca foi outra que a de provocar a quebra da empresa, deixando sem alternativa económica a dezenas de maes e pais de família, que durante anos deixárom a pele nos seus postos de trabalho.

 Atualmente a metade do quadro do pessoal solicitou a rescisom dos seus contratos, para poder assim aceder à prestaçom por desemprego, já que muitos vem insustentáveis as suas condiçons de vida.

 Consideramos ineludível a responsabilidade do concelheiro Manuel Carrera, membro da direçom de CARMOBLE quando começou o conflito, e que deixou a empresa para fazer-se cargo do gabinete de urbanismo no governo do PP. Isso sim, o primeiro que fijo ao chegar à Cámara foi subir-se o salário.

 Lembramos a famosa frase doutro membro do Governo Local“No quiero hacerme rico, pero si me voy de la empresa privada tampoco puedo perder dinero. La gente creería que soy tonto o que lo voy a coger del Concello”.

 As reformas laborais exigidas pola burguesia, e aplicadas polo PP e o PSOE, som as causantes da facilidade com a que os patrons agredem a classe trabalhadora.

 É momento de luitar contra o sistema capitalista, de eliminar a hegemonia burguesa e inutilizar as ferramentas das quais se dota para perpetuar-se no poder como classe dominante.

 Fazemos um apelo à solidariedade ativa por parte da populaçom com todas/os as/os trabalhadoras/es afetadas/os, para impulsionar e forçar umha soluçom imediata, e fazer fronte a este novo escárnio patronal.

 A luita obreira e popular é o único caminho!!

O capitalismo é a nossa ruína!! 

Foto: Nós-UP


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