Segundo os dados de ATEXGA (Associaçom Têxtil da Galiza), a produçom desceu um 1% em 2008 e um 10% mais o ano passado. Também durante este período as vendas caírom um 20%.
Este foi o resultado dos 35 EREs apresentados por empresas do sector, um dos que mais conflitividade laboral viveu nos últimos meses. É o caso da luita do pessoal de Caramelo na Corunha, onde o ERE aprovado pola Conselharia de Trabalho, qualificado pola CIG no seu momento de fraudulento, pujo na rua 237 trabalhadoras e trabalhadores e abriu as portas à deslocalizaçom. Também o da empresa Montoto na comarca do Deça, onde a luita em defesa dos postos de trabalho incluiu manifestaçons de até 1000 pessoas em Lalim e ocupaçons de sedes de entidades bancárias. Em Ponte Vedra fôrom as trabalhadoras de Trèves-Avenida de Vigo as que se mobilizárom contra um outro ERE que buscava, e finalmente atingiu, a deslocalizaçom desta factoria têxtil vinculada ao sector do automóvil.
Cumpre lembrarmos também qual foi a receita para superar a crise capitalista proposta por um destacado representante do patronato têxtil galego, Adolfo Domínguez, quem defendeu descaradamente propostas como o despedimento livre, sem dificuldades administrativas ou judiciais que dificultem o labor dos empresários. Toda umha mostra sem ambigüidades da verdadeira mentalidade da burguesia autóctone num sector que produziu transnacionais como Inditex baseando-se no trabalho precário das mulheres e nas deslocalizaçons para obter ganhos multimilionários.


