A empresa Carmoble, situada na paróquia de Atios do Porrinho, atópa-se imersa noPROCEDIMENTO VERBAL DESPEJO, FALTA DE PAGAMENTO 490/2012, e atualmente carece de atividade económica. Após ter despedido a toda o quadro de pessoal de jeito irregular, e sem abonar as liquidaçons correspondentes, assim como as últimas mensalidades, a empresa acha-se precintada polo julgado do social nº 1 de Vigo.
Alegando que estavam entrando a roubar nas instalaçons, um dos proprietários de Carmoble, irmao do concelheiro do Porrinho Manuel Carrera, que no passado fora socio da empresa, nom duvidou em utilizar "supostamente" as suas influências a nível político, para que o concelheiro envia-se a um eletricista municipal, encarregado de instalar um sistema de alarmas e sensores, ignorando e saltando-se os precintos estabelecidos polo julgado.
Esta instalaçom teria sido realizada na semana do 1 ao 5 de abril de 2013.
Ao terem conhecimento do que estava acontecendo, vários ex-trabalhadores de Carmoble apresentárom-se no lugar, verificando "supostamente" como o eletricista do concelho instalava os sensores.
Aos poucos minutos apareceu umha patrulha da policia local, que advertiu aos ex-trabalhadores que se tranquilizassem e que se fossem.
"Supostamente", dita alarma estaria conetada a um telefone oficial, e individual dum membro com posto de responsabilidade, da policia municipal do Porrinho.
De ser certo, parece-nos gravíssimo que um concelheiro municipal, utilice as suas influências políticas e aos corpos policiais, para autorizar a instalaçom dumha alarma no interior dumha empresa privada e precintada por ordem judiciária, e afim aos seus interesses particulares. Sem respeitar os precintos, e sem comunicar-lho ao julgado.
Mais umha vez, evidencia-mos o grao de corrupçom existente na política burguesa, com este novo escárnio às/aos extrabalhadoras/es de Carmoble, que davondo tenhem já com ficar sem o dinheiro que garante o sustento das suas familias. Aliás, o povo trabalhador do Porrinho nom tem por qué costear nengum tipo de favor a empresas privadas, com os seus impostos.
Por tanto, NÓS-UP apresentará nos vindouros dias umha moçom municipal, para formular-lhe ao alcaide Nelsom Santos umha série de perguntas, orientadas a contrastar estas informaçons, assim como a depurar responsabilidades políticas sobre o acontecido.
As questons som as seguintes:
1ª- Autorizou você a utilizaçom dalgum empregado municipal, com o fim de instalar um sistema de alarmas na empresa privada Carmoble?
2ª- É você conhecedor, da instalaçom dum sistema de alarmas com sensores, realizada na semana do 1 ao 5 de abril de 2013, na empresa Carmoble do Porrinho?
3ª- É você conhecedor, de que o senhor concelheiro de vias e obras, Manuel Carrera, autoriza-se "supostamente" emprestar serviços mediante trabalhadores públicos, à empresa privada Carmoble, que à súa vez é umha empresa familiar do devandito concelheiro?
4ª- É você conhecedor, de que por parte da concelharia de segurança cidadá, se autoriza-se "supostamente" dar cobertura para a instalaçom das alarmas na empresa Carmoble?
5ª- Tem você constáncia, de que o serviço municipal de segurança cidadá, fora "supostamente" utilizado e preavisado da instalaçom das alarmas, assim como da "suposta" violaçom dos precintos judiciários estabelecidos na empresa Carmoble?
6ª- Tem você conhecimento de que o devandito sistema de alarmas, está "supostamente" conetado com o telefone oficial dalgum membro da polícia municipal?
Solicitamos, que se aprove a abertura dumha investigaçom interna para depurar responsabilidades políticas, no caso de serem certas as informaçons e as "supostas" irregularidades graves que aquí formulamos e denunciamos.
Umha cousa está clara, um sistema que cria riquezas para uns poucos, sem ser quem de eliminar a miséria da maioría, nom pode ser um sistema socio-económico valido para o povo trabalhador galego.
Nom à corrupçom!!
O capitalismo é a nossa ruina!!
Nelsom Santos demissom!
Foto: Nós-UP

