Segundo tem manifestado o governo local corunhês, a campanha fai parte do programa "Plano de Dinamizaçom do Produto Turístico", do Consórcio das Marinhas. De facto, parte da polémica política que se tem desatado nos últimos dias acerca desta campanha reside em se os cartos nos que estava valorada a concessom (quase 150.000 euros) fôrom abonados pola Cámara Municipal da Corunha, ou polo ente no que estám consorciadas mais nove cámaras municipais, além da corunhesa.
Realmente pouco importa se numha primeira instáncia foi a Cámara Municipal da Corunha quem abonou ou se o fijo diretamente o ente supramunicipal. O verdadeiramente importante é que se gasta numha campanha de turismo umha quantia de dinheiro que podia ir destinada a necessidades mais urgentes da populaçom corunhesa. Esta campanha, que foi baptizada com o nome de "Coruñarocks", é um esbanjamento descarado de dinheiro público numha iniciativa de (pretensa) promoçom cujos detalhes cumpriria saber, para ver até que ponto isto se trata do que a todas luzes parece ser: um "pelotazo".
As atividades que devia gerir a empresa concessionária da campanha eram concretamente umha palestra à que deviam assistir um mínimo de cinquenta empresas, meios ou organismos, umha atuaçom musical que souvemos que concretamente se tratou de um concerto da artista indie Jane Joyd, e umha degostaçom de refeiçons e petiscos "corunheses".
Isso todo nom vale nem tem porquê valer 150.000 euros, isso já como primeira observaçom. Nem sequer incluíndo logística e mao de obra, que seguramente ocuparám guarismos bem insignificantes nas contas da campanha.
Por outra parte, de novo evidencia-se a mentalidade servil e colonizada dos ultraespanholistas do PP (partido ao que, se nom por carné, pertencerá Héctor César por coraçom e genética) que para a atuaçom musical (em Londres!) contratam a umha artista que canta exclussivamente em inglês (e que, nom por acaso, nem se planteja cantar em galego).
A pouco que reflictamos sobre o assunto, entenderemos o ridículo que resulta pretender na Inglaterra dar umha mostra da cultura galega (ainda que for da cultura moderna) a travês de um artista que se expressa em inglês e nom na língua que nos fai diferentes e especiais perante o mundo. Mais umha vez, intentando evitar a para alguns incómoda circunstáncia de que Corunha está onde está; e de facto nom seria como é se nom estivera na Galiza. Como terceira consideraçom, haveria que explicar isso de que se ofertariam menus e petiscos "corunheses", já que desconhecemos se existe umha gastronomia corunhesa como tal e em quê se diferenciará da gastronomia galega (mais umha vez a teimuda condiçom galega) Que produtos se enxalzariam nessas sessons de degostaçom?
A isto há que acrescentar a impudícia de algum membro da mesa de contrataçom que foi a Londres com a empresa concessionária nom se sabe se a exercer de relaçons públicas com os contatos feitos na cidade británica, se a inspecionar o desenvolvimento da campanha ou a realizar outras atividades nom oficiais a conta do orçamento da campanha. Concretamente, viajárom com o staff de "Adhesión Mercantil" a vereadora de Emprego, Luísa Cid e a Presidenta do Consórcio de Turismo Fernanda Arenas. Esta última contava no twitter, durante a sua estáncia londrina, as suas peripécias fazendo compras em áreas comerciais da zona. Pouca vergonha e nulo sentido da ética.
Perante o que acabamos de expôr NÓS-UP exige:
-Que se aclare se a campanha pertence realmente ao "Plano para a Promoçom do Produto Turístico" do Consórcio das Marinhas ou à Cámara Municipal da Corunha. O que sim que é certo é que no seu dia a campanha se apresentara no salom de plenos da Cámara Municipal como umha iniciativa própria e que dous membros do governo local corunhês som os representantes institucionais que viajárom com a empresa encarregada de desenvolver tal campanha. Em qualquer caso, que se aclare também quanto lhe correspondeu aportar à cámara corunhesa se se der o primeiro caso.
-Que se justifique céntimo a céntimo o orçamento da campanha, e o que ficar sem justificar que se devolva. O resto do orçamento, que se deduza dos salários dos responsáveis mais diretos da decisom política que dá lugar ao desenho desta campanha, sem possibilidade de recuperaçom.
-Que se consensuem com umha representaçom o mais amplia e fiel que for possível da sociedade corunhesa os parámetros de avaliaçom sobre o cumprimento de objetivos da campanha, em termos de faturaçom dos pequenos negócios, de criaçom de postos de trabalho e de afiançamento da Corunha como destino turístico e que se habilitem canles para fiscalizar isso todo.
Como alternativa ao cumprimento destas condiçons, está a demissom, que seria o mais caval. É evidente que nem umha cousa nem a outra acontecerám, mas sabendo que o roubo do dinheiro público está consumado, quando menos aproveitamos o fervor do rebúmbio para denunciar o cada vez mais evidente: os que falam de austeridade, de produtividade, de honradez, de eficácia, montam um paripé infumável para meter um bom feixe de dinheiro público nos seus petos e fazer turismo em Londres a conta do erário público. Um espetáculo grotesco sobre o que aliás ainda nom se pronunciárom outras cámaras municipais; o que opinarám disto os presidentes de cámara de Oleiros, Cambre, Culheredo, Sada, Betanços...? Terám algumha cousa que ocultar, terám polo contrário algumha cousa que denunciar?

