1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (0 Votos)

220912 coruGaliza - NÓS-UP - O Presidente da Câmara Municipal da Corunha, Carlos Negreira, anunciou recentemente numha comparecência perante os meios de comunicaçom oficiais a iminente aprovaçom de um novo Plano Espacial de Proteçom e Reforma Interior para a zona integrada polos bairros da Peixaria, Monte Alto e Cidade Velha.


Nesta comparecência nom faltárom frases grandiloqüentes e muito fume, e o que sim que se achou em falta, polo contrário, foi concreçom à hora de falar das atuaçons a acometer. Falou-se de problemas reais, como a necessidade de restauraçom de muitos dos prédios que tenhem interesse histórico e patrimonial ou a elevada percentagem de locais comerciais que neste momento estám sem atividade, e falou-se também "do problema do Parrote" e de medidas (veremos quais quando houver documentos públicos) para tirar rendemento "do maior centro comercial da Galiza".

A respeito da restauraçom e reabilitaçom de prédios (já agora, nom deveria centrar-se a reabilitaçom apenas nos prédios com interesse histórico e patrimonial) cabe reivindicar que se encomendem os trabalhos a empresas da comarca que contratem pessoas residentes na comarca, como mínimo, ainda que evidentemente se de nós dependesse, aproveitaria-se a necessidade de acometer esses trabalhos para criar emprego público. E ainda sabendo que o estado está a escatimar bastante no referente a verbas orçamentares para câmaras municipais, nom estaria de mais que a Câmara Municipal da Corunha complementasse, no relativo à parte do seu orçamento destinado a investir nesses labores (seja qual for a fórmula a seguir), com achegas daquelas empresas que tiram enormes benefícios da sua atividade na Corunha, goçam de privilégios fiscais e, por cima, tivérom todo tipo de facilidades e ajudas públicas para se instalarem em solo corunhês; falamos naturalmente de bancos e grandes franquícias hoteleiras e comerciais (tryp, NH, Meliá, El Corte Inglés, Dolce Vita, Ikea...) ou mesmo indústrias como REPSOL. A banca deveria ter umha participaçom especial neste sentido, tendo em conta o saque ao que estivo submetendo ao povo até hoje.

No referente à reabilitaçom do comércio, evidentemente o comércio local joga um papel fundamental no reativamento da economia, mas nom há que perder de vista o aspecto social desta questom e devem implementar-se medidas para a criaçom de emprego, priorizando como é lógico os setores mais punidos polo desemprego que som as pessoas jovens, as mulheres, as pessoas discapazitadas, imigrantes e maiores de quarenta anos, entre outros. Devem prever-se ajudas públicas para acondicionamento de locais e aperturas de pequenos negócios, a cambio de responsabilidade social, ou seja, criar emprego, por meio de programas públicos co-financiados polo poder local e o patronato, com a supervisom, naturalmente, de sindicatos e associaçons vicinais. Estas medidas som aliás de bastante urgência se o objetivo é convertir a zona da Cidade Velha, especialmente, num lugar atrativo para morar, já que umha queixa habitual da vizinhança é a falta de determinados serviços.

Agradeceriamos do senhor Presidente da Câmara que abandonara a linguagem grandiloqüente e explicara em quê consiste para ele "o problema do Parrote" e quê significa isso de converté-lo no "maior espaço dotacional de uso público para os caminhantes". Nom estamos demasiado segur@s de que coincidamos com o senhor Negreira na identificaçom do problema, assim que também nom confiamos em partilhar a pretensa soluçom a esse problema. Se o que se pretende fazer no Parrote é um estacionamento subterráneo por baixo e um parque por cima, a soluçom parece-nos discutível. A enorme explanada do Parrote da maneira que estava poderia ter muitas utilidades. E no referente aos problemas para estacionar viaturas no centro da cidade, vai sendo hora de pensar outras soluçons. Ou entendemos que a soluçom a esse problema passa porque umha parte considerável da vizinhança veja possível prescindir do transporte particular, ou acabaremos furando a cidade inteira, e continuaremos sem solucionar realmente o problema.

Detectamos aliás que há umha clara renúncia a reclamar o prédio do quartel de Atocha para uso público e elude-se também qualquer mençom ao prédio do antigo cárcere. NÓS-Unidade Popular reitera a reivindicaçom para recuperarmos esses prédios para usos públicos; estas fincas urbanas podiam albergar locais para associaçons, espaços para eventos culturais como projeçons de cinema, representaçons teatrais, concertos ou locais de ensaio.

Por último, sublinhar que qualquer iniciativa para revitalizar esta zona da cidade- que aliás é a raíz da Corunha atual, com o que seria umha questom de dignidade resgatá-la do abandono que sofre desde há décadas- está condicionada por duas decisons políticas nefastas: o faraónico projecto de Marineda City e a supressom do carril–bus. Estas duas decisons políticas provocárom uns desequilíbrios na cidade, que neste momento parecem difíceis de arranjar.


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Publicidade
Publicidade
first
  
last
 
 
start
stop

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.