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210912 frodriguesGaliza - Diário Liberdade - PSOE e PP veem-se diretamente atingidos por um novo caso de corrupçom em Ourense e Boqueixom, com a detençom dos respetivos presidentes das cámaras por tráfico de influência.


Foto: Francisco Rodrigues, presidente da Cámara de Ourense polo PSOE acusado de corrupçom

A chamada 'Operaçom Pokemon', ativada por umha juíza ligada à Opus Dei e cujo marido é membro do Comité Executivo do PP em Lugo, atingiu outras 12 pessoas por alegados crimes de tráfico de influências em plena campanha eleitoral.

As ligaçons ultras da juíza som indicadas por alguns meios como indícios de que há um lado obscuro na investigaçom. Entretanto, o dirigente do PSOE e presidente da Cámara de Ourense, Francisco Rodrígues, que governa na capital provincial coligado com o BNG, foi conduzido ontem a prisom acusado de branqueamento de capitais, suborno e fráfico de influências.

Outros visados também detidos som Adolfo Gácio, é presidente da Cámara municipal de Boqueixom polo PP, o ex-responsável da Confederaçom Hidrográfica do Minho-Sil e ex-vereador de Lugo polo PSOE, Francisco Fernández Liñares e o funcionário público encarregado da área de contrataçom na Cámara Municipal de Compostela.

O presidente da Cámara de Boqueixom polo PP está detido na esquadra de Lonças, na Corunha. Ao todo fôrom detidas quatro pessoas em Lugo, duas em Ourense, duas na Corunha, umha em Compostela e umha em Bueu. Fora da Galiza, houvo mais duas detençons, nas Astúrias e em Madrid.

No centro da trama estará o Grupo Vendex, um aglomerado de mais de 30 sociedades empresariais que realiza serviços de manutençom como a recolha de lixo, a limpeza e a manutençom em edifícios, bem como a gestom de estacionamentos de zona ORA, para as administraçons locais e à qual pertencem dous dos detidos.

Prevê-se que Francisco Rodrigues e outros detidos passem hoje a disposiçom judicial. Depois de declararem, a juíza decidirá se continuam presos ou ficam livres.

Neste caso sim, os partidos do sistema defendem presunçom de inocência

Contrariamente ao que vimos nas recentes detençons por motivaçons políticas dirigidas contra militantes independentistas, em que os partidos costumam participar da criminalizaçom policial e mediática, no caso da corrupçom todo depende de que siglas se virem envolvidas.

Neste caso, o PP e o PSOE, mas também o BNG, coincidírom em reclamar "cautela" e reivindicar "a presunçom de inocência" para os alegados corruptos. PSOE e PP acrescentárom a plena confiança nos seus militantes e dirigentes detidos na operaçom, enquanto o candidato do BNG à presidência da Junta, Francisco Jorquera, pediu que "se deixe atuar a justiça" e se tenha "responsabilidade política".

Dous pesos e duas medidas, se consultarmos as habituais reaçons criminalizadoras dessas três formaçons em casos de repressom política, nos quais, como vimos dias atrás, se aplicam com total dureza medidas extraordinárias como a prolongaçom da detençom incomunicada e a dispersom, existindo aliás denúncias de torturas. 

Entretanto, a pré-campanha eleitoral continua, com escasso interesse por parte da populaçom votante.


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